O Retorno Triunfal do Iron Maiden – 20 Anos de “Brave New World”

Na segunda metade dos anos 90, o Iron Maiden estava em baixa. A vida foi um tanto injusta com Blaze Bayley, que assumiu a imensa responsabilidade de substituir um dos maiores frontmen da história do Rock. Os polêmicos “The X Factor” (1995) e “Virtual XI” (1998), apesar de alguns momentos espetaculares, estão longe de representar a banda no auge. Logo, é de se imaginar o tamanho da comoção quando foi anunciado que Bruce Dickinson e Adrian Smith estavam de volta, após quase uma década!

Ainda em 1999, a banda deu um presente aos seus fãs com a estrondosa “Ed Hunter Tour”, um verdadeiro “greatest hits” para as massas. Logo após a turnê, agora como um sexteto, trancaram-se no estúdio pra compor um dos albúns de retorno mais aguardados de todos os tempos, sob o icônico nome “Brave New World”. Hoje, esse clássico moderno do Iron Maiden completa 20 anos!

Eles sabem como ninguém abrir um álbum , e “The Wicker Man” não foge à regra. Desde a primeira nota, vemos a materialização do bom e velho Maiden. Em pérolas como a faixa-título (que segue a enorme tradição de canções inspiradas em livros, nesse caso, “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley), “The Mercenary” ou o verdadeiro HINO “Blood Brothers”, ouvimos a fórmula mágica executada com maestria. As guitarras dueladas do trio Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers, a locomotiva dos tambores de Nicko McBrain, o baixo galopante de Steve Harris, e é claro, os agudos inconfundíveis de Dickinson, em refrãos feitos para ecoar em estádios lotados de fãs alucinados (e sim, nós, latino-americanos, somos os melhores nisso).

O Maiden em seu lendário show no Rock in Rio, 2001.

Para os fãs de grandes épicos, o disco é um prato cheio, pois predominam as canções longas e, como sempre, magistrais. “Ghost Of The Navigator”, que é para mim a melhor música do álbum (e um dos grandes clássicos da banda), é um belíssimo exemplo. Ainda temos a espetacular “Dream Of Mirrors” e a pegada médio-oriental de “The Nomad”, que intercalam a porradaria com passagens atmosféricas belíssimas. “The Thin Line Between Love And Hate” fecha os trabalhos com perfeição, num refrão para se cantar a plenos pulmões, enquanto agradecemos pelo privilégio de viver a mesma era que esses deuses do Metal!

20 anos depois, só tenho ainda mais certeza de que “Brave New World” figura na lista dos maiores clássicos do Iron Maiden. Sim, ao lado de “Piece Of Mind”, “Powerslave” ou “Seventh Son Of A Seventh Son”. Renascendo das cinzas, eles nos entregam mais uma obra-prima, iniciando uma nova era que se estende até os dias de hoje. UP THE IRONS!!

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Autor: Caio Braguin

16 anos, baterista, aficionado por música (e todas as formas de arte) desde o berço. Música é minha vida!

3 pensamentos

  1. Há 20 anos, meu disco preferido do Maiden como um sexteto (o retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith) era lançado. O começo de uma nova década/fase para a donzela de ferro se dava com Brave New World e o line-up que até hoje é mantido na banda. Outro disco do Maiden “sexteto” que eu curto muito é The Final Frontier, lançado em 2010 e que em 2020 comemora 10 anos de lançamento. Aproveito para sugerir uma homenagem aqui do blog falando sobre esse petardo que, na minha opinião, foi o “canto de cisne” da banda. Nunca gostei do último que saiu em 2015 (The Book of Souls), sinceramente…

    1. Com certeza abordaremos o The Final Frontier por aqui, mas confesso que é um disco que não sou grande fã, apesar de, como sempre, ótimos momentos. Já o The Book Of Souls acho sensacional! Abraço!

      1. Tem gente mesmo que não gosta do The Final Frontier por ser um disco muito cansativo pela duração de algumas músicas, mas como um todo, para mim, ele é incrível! Está pau a pau com o Brave New World na disputa de melhor álbum da formação atual do Maiden com três guitarristas, na minha opinião. Abraços para você também, Caio!

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