Vamos viajar a Vênus e Marte com Macca: 45 anos de Venus and Mars.

O que me dizem de fazermos uma viagem a Vênus e Marte? Não estaremos sozinhos, teremos a companhia de um rapagão chamado Paul McCartney. Todos sabemos que, após o fim dos Beatles, Paul saiu em carreira solo e, logo depois, formou o Wings, banda a qual faria parte até o fim da década de 70.

Após o grande sucesso de Band On The Run, de 1973, Paul volta aos estúdios junto com Linda McCartney (sua esposa), seu fiel escudeiro Denny Laine e Jimmy McCulloch para gravar VENUS AND MARS, disco este que completa exatos 45 anos hoje. Apesar de não ter tido o mesmo frisson de seu predecessor, Venus and Mars também recebeu muitas críticas positivas – particularmente, é o meu disco preferido da banda.

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O disco já mostra a que veio logo em sua abertura, com a breve e maravilhosa faixa-título, na qual a doce voz de Paul faz-se presente magnanimamente; a seguir, ”Rock Show” rompe com todo o clima suave e terno encontrado na primeira faixa. Um Rock and Roll franco e sem firulas que, com certeza, fará você dar uma leve ”headbangeada”; para fechar uma tríade perfeita temos ”Love In Song”: o que falar de uma das músicas que é marca registrada de nosso querido Macca? Uma balada de levar aos prantos até o âmago de sua alma, de causar suspiros apaixonados e dilacerar corações amargurados, tamanha sua venustidade – aproveitando um dos nomes do título do disco, Vênus, a deusa romana da beleza, equivalente á Afrodite na mitologia grega, não poderia empregar outro adjetivo que não este.

Vale ressaltar que, diferente dos álbuns anteriores, Paul abre espaço para que Laine e McCulloch cantem uma música cada; e eles não decepcionam. ”Spirit Of Ancient Egypt” e ”Medicine Jar” são duas belas músicas que demonstram o quão bem cercado estava o ex-Beatle; as músicas foram tão bem recebidas que ambas fariam parte do EXCEPCIONAL disco ao vivo da banda que seria lançado dois anos depois (aguardem as cenas do próximo capítulo).

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Eu seria capaz de passar horas expressando o quanto este disco é bom, que ”Listen What The Man Said” foi o grande hit do disco, que ”Call Me Back Again” é uma das melhores canções que Macca já fez na vida; no entanto, deixarei estas páginas em branco para que vocês possam colori-las a gosto. Usem a mais variada palheta de cores possível, pois Venus and Mars merece uma pintura digna de Van Gogh ou de Da Vinci, tendo em vista as pérolas em forma de canções que ele contem.

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

5 pensamentos

  1. Ótimo álbum. Call me back again é, sem dúvida alguma, a minha música preferida do álbum.

      1. Call Me Back Again é maravilhosa mesmo, esse disco é só tiro certo. Muito obrigado, volte sempre que quiser

  2. Vênus And Mars é um dos melhores discos lançados pelo Paul. Adoro todas as músicas, mas em especial a Letting Go e Call Me Back Again, que dizem ter sido feita para o John. E a bela Treat Her Gently, que dizem também, poderia ter tido a participação do John na guitarra. O convite foi feito, mas ele não pôde comparecer.

    1. Particolarmente, é o meu preferido da fase dele com o Wings. Desde quando ouvi pela primeira vez, me passou uma vibe muito agradável. Call Me Back Again, letting Go, Love In Song, Rock Show… Acho um disco impecável. Sim, o convite realmente foi feito, uma pena não ter ido a frente; Lennon/McCartney mereciam compor coisas juntos de novo

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