20 anos de Mer de Noms: Nasce a versão alternativa do Tool.

Ok, ok. O título está um pouco chamativo demais. Mas com Mer de Noms viamos Maynard James Keenan explorando novos horizontes com o guitarrista Billy Howerdel, seu amigo desde 1992. A formação não é apenas eles mas eles são os compositores e num geral chefes da banda também. O disco é mais produzido, menos sombrio e mais “pop” que o trabalho de Maynard com Adam Jones, Justin Chancelor e Danny Carey no Tool, mas igualmente forte em momentos como “Rose”, “Sleeping Beauty” e a seminal “Judith”, uma letra fortíssima sobre a mãe de Maynard.

Aqui você não tem os tempos altamente conplexos do Tool, e não vê o espelho do Rock Progressivo e de nomes como Carl Palmer e Robert Fripp nos integrantes, mas ainda vê um peso tremendo. O som é outra grande variante, a coisa toda fecha menos como uma Jam Band e mais como uma banda de estúdio, com overdubs vindo de todo canto ao longo dos pouco mais de 50 minutos de disco. A segunda metade do disco é, com exceção do groove incrível de “Thinking of You”, muito mais fraco e deixa a desejar em muitos pontos. Falta um pouco de variedade também, fica monótono. Mas ainda assim é um grande disco, acho que não um clássico, não envelheceu muito bem, mas não deixa de ser muito bom por isso também. 20 anos de Mer de Noms!

Autor: allanfranzner

Guitarrista, amante e entusiasta da música, principalmente do rock n' roll!

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