Judas Never Dies! Judas Priest de volta às origens.

O início do novo milênio não foi dos mais favoráveis para o Judas Priest. Mesmo com o retorno de Rob Halford á banda, os dois discos lançados na primeira década dos anos 2000 não foram bem recebidos pela crítica e renderam vários debates entre os fãs se a banda ainda seria capaz de entregar trabalhos de alto nível e condizentes com a importância do Judas para o Heavy Metal, principalmente após a saída do guitarrista e um dos fundadores da banda K.K. Downing em 2008. A resposta começou a ser dada em 2014, quando lançaram o competente Redeemer Of Souls, um disco bem digno e que eu, particularmente, gostei muito.

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No entanto, é da ”segunda linha” da resposta que eu venho falar hoje; NA PRIMEIRA PRATELEIRA do Entre Acordes está o lançamento de FIREPOWER, em 2018. A prova de que o Judas ainda tem lenha para queimar; como fã da banda desde pequeno fiquei muito empolgado quando ouvi o disco pela primeira vez e depois passei dias seguidos escutando. Ouso dizer que se fosse lançado nos anos 70 ou 80 seria um grande clássico da banda, tamanho petardo de Rock and Roll que mostra o Judas Priest de volta às origens.

A parte triste fica por conta deste ser o último álbum a contar com o lendário guitarrista Glenn Tipton, que se afastou da banda devido ao mal de parkinson, que já o vinha afetando há tempos, realizando aparições esporádicas na turnê de divulgação do disco. Embora a banda tenha se empenhado em apresentar um som moderno – não à toa convocaram o produtor Andy Sneap, que produzira discos recentes de bandas como Exodus, Megadeth, Testament etc –  os músicos também buscaram referências na própria discografia do Judas Priest,  e isto é facilmente notado em músicas como ”Lighting Strikes”, ”Evil Never Dies” e na própria faixa-título.

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Se vocês estão a fim de levarem uma bela pedrada na orelha de vocês Judas Priest é a banda e Firepower é o disco. É tiro certo; ”Children Of The Sun” e Rising From Ruins” demonstram esse som mais contemporâneo que a banda tentou trazer, e a última faixa, ”Sea Of Red”, parece uma continuação da fantástica ”Beyond The Realms Of Death” do disco Stained Class, de 1978. Discaço! Me fez ter tesão novamente em pegar um disco do Judas para ouvir e passar dias espancando as caixas de som com ele, espero que possa fazer isso com vocês também.  Muito obrigado Rob Halford, Glenn Tipton, Ritchie Faulkner, Ian Hill e Scott Travis por fazer sentir-me uma pequena criança de novo descobrindo o Heavy Metal.

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

3 pensamentos

  1. Mais uma vez o Judas Priest aparecendo por aqui, dessa vez com seu último álbum até agora lançado, e que álbum… Um discaço! Muitos falam que Firepower é o melhor álbum da banda desde Painkiller, de 1990 (um dos álbuns que irão completar 30 anos em 2020 – já solicito uma homenagem aqui no blog), mas para mim este é o melhor disco desde aquele que é desde sempre o meu preferido da discografia do grupo: Defenders of the Faith, de 1984. Enfim, desejo vida longa ao Judas Priest e esperamos que Firepower não seja o “disco de despedida” dos Deuses do Metal, porque se for… será uma despedida digna e gloriosa!

    1. Painkiller será falado, com certeza. 30 anos de seu lançamento. Eu também achei Firepower um discaço, me surpreendeu muito, não esperava que eles ainda pudessem mandar um disco desses. Com relação ao Defenders, não é meu preferido, mas tem uma das minhas músicas favoritas do Judas que é Freewheel Burning. Tomara que a banda continue por mais algum tempo e mande um outro disco como esse

  2. É uma pena que você não gosta do
    Defenders, meu caro… É um discaço que sempre me acompanha desde quando eu me tornei fã do Priest há quase dez anos. Mas enfim, cada um no seu esquema…

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