Os lobos estão presos mas a fera está à solta. 30 anos do ótimo Lock Up The Wolves

É muito comum em, se tratando de DIO, dizerem que seus dois melhores discos são os aclamados Holy Diver e The Last In Line. De fato são os melhores trabalhos dele, porém contudo, entretanto e todavia, a carreira solo dele não se resume a apenas estes dois discos, apesar de realmente ser um tanto irregular e com alguns discos bem fraquinhos – percebam que falei CARREIRA SOLO, portanto não estou levando em consideração seus trabalhos no Elf, Rainbow e Black Sabbath.

Após o lançamento do contestadíssimo Dream Evil (que eu até gosto), Ronnie James Dio decide reformular por completo sua banda. Saem Craig Goldy, Vinny Apicce e Jimmy Bain e assumem a guitarra, bateria e baixo, respectivamente, Rowan Robertson – de apenas 18 anos -, Simon Wright e Teddy Cook. É com essa formação que a banda entra em estúdio para gravar seu quinto disco LOCK UP THE WOLVES, disco de 1990 e que hoje completa 30 anos.

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O resultado foi um disco muito bom. Eu, particularmente, adoro; a entrada de Rowan Robertson ajudou a revigorar o som da banda, que ainda ressentia-se da saída de Vivian Campbell, após o excelente Sacred Heart, de 1985. Robertson, apesar da pouca idade, mostrou a que veio com riffs poderosos, solos interessantes e até momentos de balada bem climáticas. Ainda que seja um pouco gorduroso, com seus 61 minutos de duração, Lock Up The Wolves é, na minha humilde opinião, o último trabalho solo de Dio digno de registro; não que não tenha coisas boas depois, mas nada que faça a mente pirar e o coração acelerar, a não ser, claro, a esplêndida voz de Ronnie.

Falando um pouco sobre o disco: abertura MATADORA com ”Wild One”, seguida pela maravilhosa ”Born On The Sun”, na qual Dio mostra o porquê de ser um dos melhores vocalistas da história; o baixinho também mostra toda sua potência nas pedradas ”Hey Angel”, ”Night Music” e ”Walk On Water”. A faixa título merece um destaque especial: seus mais de 8 minutos revelam uma das melhores músicas da carreira de Dio; aquele típico som cadenciado – lento mas altamente denso e pesado, um belo solo de guitarra do jovem guitarrista entre outros elementos que deixarei vocês escutarem e tirarem suas próprias conclusões, mas asseguro ser uma bela música.

Os momentos menos inspirados estão por conta da arrastada e blueseira ”Evil On Queen Street” e a agressiva, porém, repetitiva, ”Twisted”. Mas de maneira alguma comprometem a audição e não tiram o dispendioso valor do disco. Deveras um belo esforço do mestre Dio que após este álbum voltou ao Black Sabbath para gravar o ÓTIMO Dehumanizer, mas isso é assunto para outro momento; por ora, aproveitem e deem uma atenção a Lock Up The Wolves, decerto serão surpreendidos.

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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