Uma Injeção de Peso e Complexidade – 25 Anos de “Destroy Erase Improve”

A decada de 90, no âmbito do Metal, ficou marcada pela busca frenética por novos caminhos. Um dos grandes epicentros dessa inovação, a Suécia tinha para todos os gostos. Enquanto bandas como In Flames e Dark Tranquillity adicionavam ao Death Metal um incrível senso melódico, o Meshuggah procurava chegar ao limite, tanto do peso, quanto da técnica e complexidade, fazendo um som completamente peculiar. Há 25 anos, essa potência escandinava cobria o mundo metálico de perplexidade com o sensacional Destroy Erase Improve (1995)!

Se Contradictions Collapse (1991) ainda mostrava um som muito cru, aqui o Meshuggah refinou de vez sua proposta de pura agressão sonora, quase matemática, com os ritmos sincopados de Tomas Haake e estruturas completamente tortas, o que hoje o fã de Metal Moderno chama de “Djent”. Mas, ao mesmo tempo, eles não caem na armadilha da repetição, adicionando mais camadas além do puro e simples peso, como passagens calmas, um trabalho de guitarra altamente progressivo de Fredrik Thordendal, que chegam a lembrar alguns mestres do Fusion como Allan Holdsworth, numa sonoridade esquisita que casa perfeitamente com os temas de ficção científica e a evolução da humanidade por meio da fusão com as máquinas.

Essa alternância entre peso e sensibilidade é um verdadeiro deleite sonoro desde o primeiro segundo, na artilharia pesada de “Future Breed Machine”, que é, assim como todo o álbum, uma montanha-russa de tempos complexos e passagens intrincadas, que dominam o peso groovado de “Beneath” ou o trem desenfreado de “Terminal Illusions”. Os vocais de Jens Kidman também ganham proeminência, adicionando uma agressividade quase Hardcore. A calmaria aparece na belíssima instrumental “Acrid Placidity” e na derradeira “Sublevels”, que, apesar de certas porradas, se transforma numa peça com uma pegada Fusion maravilhosa.

Um disco essencial para toda a onda do Metal Extremo moderno, Destroy Erase Improve é a cristalização do som do Meshuggah, uma mistura incendiária e que em seus 25 anos segue fresca como nunca!

Autor: Caio Braguin

16 anos, baterista, aficionado por música (e todas as formas de arte) desde o berço. Música é minha vida!

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