I want my MTV! – 35 Anos de “Brothers In Arms”

O oitavo disco mais vendido no Reino Unido, vencedor de Grammys e sempre citado entre os maiores discos de todos os tempos. Estamos falando de nada mais nada menos que Brothers In Arms, a obra-prima do Dire Straits e praticamente a síntese dos anos 80. Hoje, esse clássico completa 35 anos!

Após o catarse ao vivo de Alchemy (1984), a banda voltou ao estúdio com uma ambição ainda maior. Mark Knopfler trouxe as inclinações jazzísticas e atmosféricas de Love Over Gold (1982) para a esfera de sintetizadores do Pop oitentista, e cria o que gosto de chamar de “blockbuster”, aquele disco que já nasce clássico.

E esse título não lhe é dado à toa, pois o álbum mais parece uma coletânea. Abrem-se os trabalhos com a pegada Americana à la Bruce Springsteen do primeiro single “So Far Away”. Logo depois, sem mais nem menos, vem “Money For Nothing”, o maior hit do disco e um dos maiores da banda, um Pop estrondoso (com a ilustre participação de Sting) e que tem um dos riffs mais facilmente reconhecíveis da história do Rock. “Walk Of Life” completa essa trinca sensacional, com simplesmente uma das canções mais inspiradoras e pegajosas de todos os tempos.

A banda tocando “Money For Nothing” no Live Aid, 1985, com a participação de Sting.

O álbum segue com algumas canções mais atmosféricas, onde Knopfler faz qualquer um chorar com sua sensibilidade sobre-humana (o dedilhado divino!). “Your Latest Trick” com sua linha de saxofone inconfundível (tem coisa mais anos 80 do que isso?), “Why Worry?” e o leve toque jamaicano de “Ride Across The River”, com um dos arranjos mais primorosos que já ouvi, desde os metais ao fundo à percussão certeira, além da maestria groovada de Omar Hakim na bateria. A epítome da grandiosidade está no encerramento com a faixa-título, um épico sobre a guerra que é simplesmente transcendental, fechando a obra com chave de ouro.

Chega a ser redundante dizer que Brothers In Arms foi um sucesso acachapante e que tornou o Dire Straits uma das maiores bandas do mundo. E, 35 anos depois, ele ainda é sinônimo de perfeição!

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Autor: Caio Braguin

16 anos, baterista, aficionado por música (e todas as formas de arte) desde o berço. Música é minha vida!

3 pensamentos

  1. Desculpem o atraso, mas é que eu estou comentando neste post hoje! O que falar dessa pérola dos anos 80 e que é um dos meus discos favoritos de todos os tempos? 35 anos depois, Brothers in Arms continua a ser um grande êxito em todo o mundo, mesmo com o fim prematuro do Dire Straits nos anos 90. Parabéns!

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