Glass Beach: uma mistura frenética

Hoje vamos falar de uma banda estranha, mas maravilhosa, o Glass Beach, e sua estréia the first glass beach album, de 2019. O disco é um post-rock com fortíssimo espírito emo, e uma mistura muitas vezes explosiva e “punk” altamente jazzística e atmosférica. Os membros descrevem o processo criativo da música como uma busca por essa mistura interessantíssima que soa muito fresca. São uma hora de disco, ou seja, fica um pouco excessivo apesar da boa variedade entregada pela banda, que após as longas e pegadas duas faixas de abertura vem com as doces e curtas “(forever????????)” e “bone skull”, e por ai vão misturando e intercalando linhas diferentes de músicas (a tendência moderna dos títulos em letra minúscula me incomoda bastante, mas estou respeitando a escolha da banda).

A construção da fórmula, imagem e mensagem da banda são muito boas, mas eles, apesar de toda a qualidade, acabam ficando muito dentro do post-rock e caindo dentro da mesma de tantas outras bandas que fazem sons inovadores atualmente: não tem composições cativantes e focam demais em mudar e de menos na efetividade desta mudança. Querem inovar, e com razão, mas estão inovando por inovar, e se tornando apenas bandas que se limitam a fazer algo interessante. Acabei desviando da banda em si, mas é uma reflexão que faço questão de pontuar.

No mais, o Glass Beach é uma banda muito boa, e vale muito a pena ouvir a mistura frenética de sua estréia na íntegra ao menos uma vez!!!

Autor: allanfranzner

Guitarrista, amante e entusiasta da música, principalmente do rock n' roll!

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