O BANG! do James Gang

Hoje é dia de dar aquela espanada no pó da estante e dar uma olhada nos discos que ali estão e escolher um para colocar na vitrola, sentar na poltrona, abrir uma gelada e curtir um bom som. O disco que eu selecionei é o de uma banda sensacional que, em suas primeiras formações, contou com uma super estrela do Rock e alguém muito conhecido no meio musical, o talentosíssimo Joe Walsh, um dos fundadores da banda e vocalista/guitarrista nos 3 primeiros discos da banda americana de Cleveland, que anos mais tarde entraria para o Eagles.

No anos 70, mais precisamente no final de 1972, a saída do guitarrista Domenic Troiano – que integraria outra banda espetacular: a canadense The Guess Who – abriu espaço para a entrada de um daqueles meninos prodígios que a gente lamenta muito ter morrido cedo, pois tinha tanto talento para nos brindar e, em todos os discos que participou, nunca fez feio, pelo contrário. Falo de Tommy Bolin; o garoto de apenas 21 anos, que futuramente substituiria Ritchie Blackmore no Deep Purple, já mostrou a que veio e o resultado foi, na minha opinião, o melhor disco de toda a carreira do James Gang, o esplendoroso BANG!, lançado em 1973.

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Este é o álbum que escolhi para ouvir junto com vocês – pois sei que depois de eu explicar meus motivos vocês vão me acompanhar nesta aprazível audição. O Rock setentista possui várias pérolas que não ganharam a sua devida atenção, e a minha missão é fazer com que este valor, mesmo que tardio, seja devidamente creditado. Uma baita performance de guitarra de Bolin, uma cozinha extremamente sólida e consistente com Dale Peters (baixo) e Jim Fox (batera) e o competente vocalista Roy Keener.

O disco é praticamente dominado por Tommy Bolin, o que surpreende por ser um novato estreando em uma banda já consolidada na cena da época; no entanto, o resultado foi músicas do calibre de ”Standing In The Rain”, a blueseira ”The Devil Is Singing Our Song”, a pegada de Southern Rock em ”Must Be Love” e a belíssima ”Alexis”, cantada por Bolin que lembra muito aquela fórmula muito usada pelo Scorpions: uma balada que depois se transforma num petardo de Rock and Roll com um riffaço e um maravilhoso solo de guitarra. E para fechar o lado A ”Ride The Wind” uma música altamente Ledzepelliana.

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Depois de todas as maravilhas encontradas no lado A, seria difícil imaginar que , ao virar o disco, as coisas poderiam melhorar. Mas não só podem como realmente fica ainda melhor; a semi-acústica ”Got No Time For Trouble” que conta com um belo vocal de Roy e um solo de violão sublime de Bolin. As minhas duas músicas favoritas também estão aqui: a FANTÁSTICA ”From Another Time”, que começa com uma intro à la Santana, e termina num petardo de Rock and Roll misturado com uma Funkeada incrível. Que música! Um solo de guitarra animal, um contra baixo demolidor e uma levada de bateria totalmente fora da curva. Poderia entrar na minha seleção de músicas preferidas da vida.

O encerramento com a nebulosa e melancólica ”Mystery” é outro ponto de grande destaque; a canção mais longa do disco e a mais elaborada. A faixa possui um belo trabalho de orquestração, belos violões, um vocal soturno e um clima denso; todos esses componentes fazem de Mystery outra bela música que merece ser escutada com bastante atenção. Ouçam este maravilhoso disco, tenho certeza que não vão se arrepender. Aguardo o comentário de vocês aqui para debatermos e apreciarmos este berloque do Rock 70’s.

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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