A banda que vai muito além de apenas Love Hurts. 45 anos de Hair Of The Dog!

O Judas Priest escocês! Assim ficou conhecido o NAZARETH, por conta dos pesados riffs vindos da guitarra de Manny Charlton e pelo vocal impressionantemente agudo e rasgado de Dan McCafferty. Completam a formação o baixista Pete Agnew, cujos backing vocals eram de extrema valia para o grupo, e o baterista Darrell Sweet.

Em 1975, após o término da bem sucedida turnê do clássico álbum Razamanaz, a banda retorna aos estúdios para gravar aquele que seria, até hoje, o campeão de vendas e disco mais bem sucedido da banda: o FANTÁSTICO Hair Of The Dog. Para tanto, eles decidiram fazer uma mudança arriscada; Roger Glover – baixista do Deep Purple que produzira os 3 discos anteriores do grupo – é dispensado e em seu lugar assume o próprio guitarrista do Nazareth Manny Charlton. Os rapazes arriscaram e se deram bem!

N4

Em Hair Of The Dog, podemos dizer que os escoceses acertaram em cheio e atingiram o nível de som que procuravam desde o início da carreira; prestigiando bastante a voz de McCafferty e dando ainda mais intensidade à cozinha da banda, Charlton ganhou notoriedade como produtor e assumiu esta posição em vários dos álbuns subsequentes da banda.

O que falar da faixa-título (até o Guns ‘n’ Roses regravou) e o seu refrão polêmico que quase foi censurado, mas, acertadamente, a banda resolveu assumir o risco e o resultado foi um dos refrãos mais marcantes do rock setentista.

‘’(…) Now you’re messin’ with

A son of a bitch

Now you’re messing with a son of bitch (…)’’

 

‘’Miss Misery’’ e ‘’Changin’ Times’’ são dois petardos de Rock and Roll para ninguém colocar defeito, música de gente grande. Entre as duas, temos uma das duas baladas do disco – na minha opinião, a melhor, já que eu não aguento mais a outra – a belíssima ‘’Guilty’’; me dá arrepios cada vez que a escuto. Dan McCafferty era realmente um vocalista diferenciado e um dos melhores de sua geração.

N3

Outro grande momento do disco (quase redundância) é a bluesy Hard Rock ‘’Beggars Day’’, que depois de três minutos de porradaria se transforma magnificamente em um tema acústico muito bonito e agradável de se ouvir. ‘’Whisky Drinkin Woman’’ é outra peça blues de Hard Rock, seguida pela psicodelia de uma das melhores músicas de toda a carreira do grupo ‘’Please Dont Judas Me’’; os seus quase 10 minutos são totais deleites aos ouvidos. O Pink Floyd poderia ter tocado, e também mostra muito a singularidade e a técnica vocal de McCafferty.

A última faixa, e mais coinhecida de toda a carreira do grupo, ‘’Love Hurts’’ – que é na verdade um cover dos Everly Brothers – com certeza está na lista de canções que você já ouviu pelo menos uma vez na vida, tamanho o sucesso da música. Confesso que nunca fui grande fã, mas não tem como negar que ela garantiu a estabilidade e muitos milhões de dólares ao quarteto britânico. Love Hurts foi ançada como single e não saiu na versão original do disco.

Enfim, se você é daqueles que acha que o Nazareth é uma banda de uma música só, pegue esse disco e admita que estava totalmente enganado e corra atrás de todo o tempo perdido. Garanto-lhes que este disco é merecedor de todo o egrégio possível.

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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