PETER FRAMPTON: 70 Anos!

Os chamados “Sexy Symbols” sempre fizeram parte do Rock, geralmente na figura do vocalista e/ou guitarrista boa pinta e que chamavam a atenção não apenas pela técnica, voz ou talento, mas, também, pela aparência.  E o nosso aniversariante de hoje é um exemplo claro disso. Estou falando de Peter Kenneth Frampton, guitarrista do The Herd, Humble Pie e de uma carreira solo de altos e baixos, mas bem sucedida.

Nascido em Londres, Frampton teve sua primeira banda em 1967, chamada The Herd, que contou em uma de suas formações com um tal de David Jones – mais tarde David Bowie – amigo de infância de Frampton, tendo o pai de Peter sido professor escolar de Bowie, e eles sendo bons amigos desde então.

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Com o The Herd, gravou apenas um disco que demorou anos para ser lançado e logo depois saiu para integrar uma das grandes bandas de Rock and Roll de todos os tempos: O Humble Pie. A pedido de Steve Marriott, Frampton entra na banda em 1969 e grava os 4 primeiros discos de estúdio da banda, além do antológico ao vivo no Filmore East. Um dos grandes desejos de Frampton era ser reconhecido pelo seu trabalho como artista e não como um rostinho bonito que fazia as meninas delirarem.

No entanto, por ter uma veia mais comercial, algo totalmente oposto à banda, e por querer ter mais espaço para compor, Peter decide deixar o Humble Pie em 1971 e seguir carreira solo, lançando discos bem aceitos pela crítica como Wind Up (1972), Frampton’s Camel (1973), Something’s Happening (1974) e Frampton (1975). Todos foram muito bem aceitos no mercado americano, mas não no mercado britânico, o que motivou Peter a investir sua carreira cada vez mais na terra do Tio Sam.

Mas é com seu disco ao vivo Frampton’s Comes Alive que o rapaz se consagra como um dos grandes Rock Stars da época. Até hoje, é o disco ao vivo mais vendido da história, e conta com versões definitivas de clássicos como “Something’s Happening”, “Show Me The Way”, “Lines On My Face”, “Baby, I Love Your Way” e “Do You Feel Like We Do?”. O álbum foi gravado em San Francisco e se tornou um objeto de cabeceira em praticamente todas as casas espalhadas mundo afora.

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Em 1977, após o lançamento de I’m In You, disco de estúdio mais vendido do galã inglês, Peter sofre um acidente de carro gravíssimo nas Bahamas que o deixa bem debilitado. Após o acidente, sua carreira cai no ostracismo total, com apenas o disco Breaking All The Rules (1981) ganhando um pequeno destaque por conta da faixa título que é até hoje um grande hit.

Já na parte final dos anos 80, Frampton é convidado por Bowie para tocar guitarra na turnê de lançamento do seu disco Never Let Me Down, de 1987. Foi uma forma de tentar reanimar e trazer o amigo de longa data ao mainstream depois de longos anos de anos sem nenhuma inspiração; o próprio Bowie também não passava por um momento próspero e viu na união com Frampton uma tentativa de voltar às paradas de sucesso.

De certa forma, a cartada de Bowie funciona e Frampton ganha um pouco de fôlego para lançar dois discos: um em 1989 chamado Where All The Pieces Fit e seu disco auto-intitulado Peter Frampton, o melhor e mais bem sucedido trabalho desde Breaking All The Rules. Posterior ao lançamento de seu álbum homônimo , sai em turnê para lançar seu segundo disco ao vivo, o ótimo Frampton Comes Alive II.

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Depois disso, Peter continuou lançando discos sem grandes destaques e fazendo shows em lugares menores, já longe do estrelato que foi sua carreira na década de 70. O que ganhou um pouco mais de notoriedade foi o seu álbum instrumental de 2007 Fingerprints, ganhador do Grammy de melhor disco instrumental daquele ano. Entretanto, o suficiente para colocarmos Peter Frampton no panteão dos grandes e mais icônicos guitarristas da história do Rock já tinha sido feito, e ele ocupa este lugar consagrado com toda a justiça.

A text by @lukaspiloto7twister

Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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