De Volta à Era de Ouro do AOR com o The Night Flight Orchestra

O que acontece quando alguns dos grandes nomes do Metal Moderno se juntam pra fazer o mais puro som Hard Rock/AOR oitentista? A resposta está contida nos suecos do Night Flight Orchestra. A ideia surgiu em 2007, quando Björn Strid, vocalista do Soilwork, e David Andersson, guitarrista do Mean Streak (e que posteriormente se juntaria ao Soilwork) estavam em turnê pelos EUA, descobrindo um gosto em comum pelos clássicos tocando algumas músicas do Whitesnake no violão. Não demorou muito para que o baixista Sharlee D’Angelo, do Arch Enemy, o tecladista Richard Larsson e o baterista Jonas Källsbäck entrassem na parada, e assim estava formado o supergrupo, que resgata a maestria melódica de nossos tão amados clássicos dos 70s/80s!

A estreia veio em grande estilo, com Internal Affairs (2012). O disco já mostra tudo o que a banda se propõe a fazer. Músicas feitas pra serem ecoadas numa arena, refrões abusadamente melódicos e uma sofisticação quase Prog em algumas faixas. Destaque para a pérola Hard Rock “West Ruth Ave” e o grandioso épico “Transatlantic Blues”.

Skyline Whispers (2015) e Amber Galactic (2017) seguem em altíssimo nível, com uma presença ainda maior dos teclados, quase como óperas espaciais. Basta ouvir maravilhas como “Lady Jade” e “Star Of Rio” pra ver se esses caras não fariam sucesso junto com Boston, Journey e tantas outras se existissem nos anos de ouro do AOR.

Sometimes The World Ain’t Enough (2018) traz algumas mudanças. É o primeiro com a participação das Backing Vocals Anna-Mia Bonde e Anna Brygård, preenchendo ainda mais a impressionante massa sonora do grupo, que fica evidente nos mais de 9 minutos de “The Last of the Independent Romantics”. Esse crescimento musical nos leva a 2020, onde a banda lança seu grande disco, Aeromantic. Aqui, as influências R&B aparecem com mais força, e praticamente toda canção é um hino em potencial. Destaque para a deliciosamente Pop “Divinyls” e o groove Steelydaniano de “Curves”, de uma sofisticação absurda. Com isso, fica a dica para conferir um dos projetos paralelos mais interessantes do mundo do Metal!

Autor: Caio Braguin

16 anos, baterista, aficionado por música (e todas as formas de arte) desde o berço. Música é minha vida!

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