Clapton em um belo ao vivo: Just One Night!

Em 1979, Clapton formou uma nova banda para lhe acompanhar após a dissolução da formação que gravou Backless (1978), e saiu em turnê na Europa e Ásia, tocando shows dos quais dois, em Budokan, foram gravados e lançados como o ao vivo “Just One Night”. O setlist não tem nada de incrível, mas se garante, e um Clapton razoavelmente inspirado faz um disco ao vivo bem sólido (como sempre!).

Abrimos com a eletrizante Tulsa Time, seguida pela fraca Early In The Morning, mas que acaba valendo a pena pela grande performance de Clapton na guitarra. Depois os clássicos Lay Down Sally e Wonderful Tonight embalam uma grande sequência, e If I Don’t Be There In The Morning cai bem levantando o clima após a balada calma que é Wonderful Tonight. Em Worried Life Blues, o tecladista Christopher Staiton, que veio da banda de Joe Cocker para excursionar com o Clapton, tem espaço para improvisar e manda muito bem.

Mais duas músicas (entre elas uma versão country acelerada de After Midnight, na vibe de Tulsa Time, que Eric estava fazendo bastante ao vivo nessa época) e entramos no segundo disco, onde predominam longas jams de Blues (aquelas que sempre ouvimos), e se destacam as performances de Double Trouble e Cocaine. Further On Up The Road é sempre boa e descontraída de se escutar num ao vivo do Clapton, e fecha muito bem o set.

Para mim, um ponto negativo é que a guitarra fica limpa demais o tempo todo, sem dinâmica e sem visceralidade, o que deixa o disco um pouco monótono e, apesar da elegância de sempre, a gravação não captou todo o potencial de Clapton ao vivo, nem chegou perto, até mesmo porque essa foi uma fase difícil para ele, com uma forte recaída no álcool, mas é um registro muito justo.

Tudo está ficando velho, e não é diferente para Just One Night, que agora já completa 40 anos. Uma data muito boa para colocar para tocar e apreciar este belo ao vivo do Eric Clapton!

Autor: allanfranzner

Guitarrista, amante e entusiasta da música, principalmente do rock n' roll!

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