Ritchie Blackmore: 75 anos da lenda da guitarra

Há 75 anos, nascia a lenda da guitarra Richie Blackmore, um precursor quando o assunto é tocar rápido, tocar alto, e se inspirar na música clássica principalmente renascentista, para fazer rock n’ roll. Blackmore se consagrou como guitarrista do Deep Purple, banda que ele co-fundou em 1968, desde então se tornando compositor e membro essencial da banda. Além do Purple, Ritchie também liderou o Rainbow, banda que surgiu com sua adesão ao grupo Elf, de Ronnie James Dio, e que lançou alguns dos melhores discos de Heavy Metal dos anos 70.

Ritchie começou já se versando na música clássica fazendo aulas de violão aos 11 anos. Blackmore já era músico antes do Purple, tendo passado por várias bandas, mas apenas chegou a ter prestigio em 1970, com o lançamento do seminal disco “In Rock”. Além da música barroca, Blackmore se inpirou principalmente em roqueiros como Tommy Steele, Buddy Holly e Elvis Presley, e construiu seu marcante estilo, principalmente nos solos, construídos maestralmente, muito melódicos como exemplificado em Burn, as vezes “pentatônicos” como no solo de Child In Time, exóticos como o solo de Highway Star e dotados de uma destreza e rapidez até então inéditos, e extremamente influentes. Em Highway Star, Richie foi o primeiro a escrever uma famosa progressão de Bach num solo de guitarra, arpeggiando-os de uma maneira a ter sido tão difundida no Rock e Metal até hoje.

Mas Ritchie não deixa de ser também um grande riffeiro, tendo escrito se não o melhor, um dos melhores riffs de todos os tempos em Smoke On The Water, além de Burn, Stargazer, Speed King e Space Truckin’. Sua marca mais memorável em termos de riffs foi o uso de um intervalo de quartas, invertendo a estrutura do power chord tradicional do rock e criando um som muito característico, distinguível para qualquer roqueiro que assim prefere ser chamado.

Ritchie é reconhecido por um som agressivo, mas limpo, algo que também não era muito comum na época, e resultado de sua Stratocaster com Marshalls feitos especialmente para ele, um Treble Booster e um gravador de fita que usava como pré-amplificador (ferramenta que ajuda a moldar o som da guitarra antes de chegar no amplificador). Para você se situar, o Treble Booster é um pedal que Brian May e Rory Gallagher também usaram para atingir seus timbres característicos.

Ele também tem fama de um cara chato e que se irrita muito, por sinal esta é a principal causa de ele não estar no Purple até hoje (se bem que o Purple não está lá muito bem, e o Blackmore’s Night e o Ritchie Blackmore’s Rainbow, respectivamente uma banda folk com sua mulher e banda cover de seus clássicos que Blackmore participa atualmente tem entregado mais). Fico por aqui, com esta breve recapitulação e celebração deste grande guitarrista que é Ritchie Blackmore.

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Autor: allanfranzner

Guitarrista, amante e entusiasta da música, principalmente do rock n' roll!

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