Abrem-se as cortinas para o ato mais perfeito! 30 anos da obra prima do Death Angel.

Rápido, agressivo, pesado, visceral. Melódico, complexo e progressivo; essas palavras podem parecer constituir um paradoxo, mas no caso do DEATH ANGEL elas são congruentes. O mundo do Metal não é feito apenas por barulho – não que isso seja algo pejorativo – mas ele poderia ser muito bem tocado sem deixar de ser estrondoso. E esta banda, mais uma da Bay Area de São Francisco, é o perfeito exemplo disso.

Formada por 5 parentes, entre primeiro e segundo grau, o Death Angel estreou em 1987, quando os integrantes não tinha ainda nem duas décadas de vida, no entanto já demonstravam muita competência e habilidade para compor músicas nada fáceis de serem tocadas. Hoje,  celebraremos os 30 anos de ACT III, na minha opinião, a obra prima da banda americana, aniversariante no dia 10 de abril e que foi um disco divisor de águas na minha vida, desde a primeira vez que o escutei.

O rebuscado som do Death Angel já chamava atenção desde o início, embora alguns críticos considerassem o som exagerado e sem direção, o que fez com que, no início da carreira, fossem taxados como pretensiosos. Isso tudo mudou em 1990 com Act III. Pode afirmar a vocês, sem dúvida de errar ou de ser feliz, que este é um dos melhores discos de Heavy Metal de todos os tempos; você pode se surpreender com ele se achar que vai encontrar apenas guitarras rápidas, bateria e bumbo duplo metralhando notas por segundo entre outros logros os quais acometeram o Metal desde o seu surgimento.

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Pitadas de progressivo, solo de violão de dilacerar a alma, mistura do Rock com o Funk, melodias bem construídas e, é claro, o peso e a potência que qualquer banda do gênero precisa ter. Tudo isso compõe uma equação sonora perfeita, e arrisco a dizer que até um desavisado sobre o assunto ou que não tenha muito interessa nesta sonoridade pode ser induzido a gostar. Músicas como ”Seemingly Endless Time” e ”Room With a View” – que tocaram bastante na MTV, principalmente a segunda. A ESPETACULAR ”Discontinued”, particularmente minha preferida do disco, a pesadíssima ”Disturbing The Peace” (nome altamente sugestivo e auto-explicativo) etc.

Se você tem uma relação conturbada com o estilo, não tem afinidade ou até mesmo tem um certo preconceito acerca do Metal, dê uma chance a este disco, quem sabe não mude de ideia, ou pelo menos desconstrói um pouco a imagem negativa que muitos têm sobre o Thrash Metal e não entendem o porquê de uma parcela dos amantes do Rock defender com tanto afinco e fidelidade essa barulheiraGIVE IT A TRY!

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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