Eddie Hazel: 70 anos!

O som de uma guitarra pode trazer à tona sentimentos diversos. Pode ser um estralar seco de uma bala que acerta em cheio o coração; pode ser um voraz ronco de motor de um carro de fórmula-1; ou até mesmo a mais afável e acalentosa brisa vespertina de outono. O dicionário da guitarra é prolixo e vasto, e há guitarristas que conseguem dominar quase que completamente toda a parte semântica e sintática deste instrumento tão complexo e, ao mesmo tempo, tão profundo – nosso aniversariante de hoje é um perfeito exemplo de toda esta introdução.

Nascido no Brooklyn, Nova York, em 1950, Hazel cresceu em Plainfield, Nova Jersey, por vontade de sua mãe que queria que seu filho crescesse em um ambiente sem as pressões de drogas e crimes que ela sentia invadir a cidade de Nova York na época. Hazel começou a toca violão desde cedo, dado a ele como presente de Natal por seu irmão mais velho.

Em 1967, recrutado por George Clinton e Nelson, Hazel entra na banda de Funk Rock Parliament e começa a demonstrar todo o seu talento que deixa os demais integrantes boquiabertos com sua habilidade na guitarra; no final de 1967, a banda sai em turnê na Filadélfia, e Hazel fez amizade com Tiki Fulwood, que rapidamente substituiu o baterista do Parliament. Posteriormente, Nelson, Hazel e Fulwood tornar-se-iam a espinha dorsal do Funkadelic, uma das bandas mais importantes do gênero, que originalmente era a banda de apoio dos Parliament, apenas para depois se tornar um grupo independente.

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Eddie Hazel foi considerado pela revista Rolling Stone como o 43º maior guitarrista de todos os tempos, e seu solo de guitarra na música ”Maggot Brain” no disco do Funkadelic de mesmo nome, em 1971, é considerado o 60º melhor da história. Além de seus discos fantásticos com o Funkadelic, os quais eu destacaria, além do supracitado, Standing On The Verge Of Getting It On (1974) e Let’s Take It To The Stage (1975); Hazel também possui alguns trabalhos solo de destaque, como a sua estreia em 1977 chamada Games, Dames and Guitar Thangs.

Eddie faleceu no dia 23 de dezembro de 1992 devido a uma hemorragia interna e falência hepática, após uma longa luta com problemas gástricos relacionados ao alcoolismo e abuso de drogas. Contudo, caras como esse nunca morrem, apenas ganham uma passagem só de ida para o Olimpo, local mais adequado a monstros sagrados como este. HAPPY BIRTHDAY WHEREVER YOU ARE, EDDIE!

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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