As Baquetas Onipresentes – 75 Anos de Steve Gadd

Se você ouviu música nos últimos 45 anos (ou mais), a probabilidade de ter cruzado com as baquetas de Steve Gadd é enorme. Afinal, ele é figurinha carimbada nos melhores estúdios, com os melhores artistas, sinônimo de excelência em seu instrumento. Hoje, esse monstro completa 75 anos!

Com um estilo sofisticado, seu talento nato para orquestrar longas e complexas linhas de bateria (com uma maestria digna de seus ídolos Buddy Rich e Elvin Jones), mas que, ao mesmo tempo, sabe groovar e entrar no Pocket como ninguém, ele implantou um novo padrão de excelência e versatilidade entre os músicos. Desde sua primeira sessão em estúdio, em 1968 (com o pianista de Jazz Gap Mangione), Gadd acumulou um currículo de gravações/shows que provavelmente nenhum outro instrumentista possui. Falo de Paul Simon, Steely Dan, Eric Clapton, James Taylor, Frank Sinatra, Paul McCartney… Isso só pra citar os artistas do Pop, já que seu background no Jazz também é imenso, sendo braço direito de nomes como Chick Corea, Michel Petrucciani, Grover Washington Jr e Chet Baker. No boom dos músicos de estúdio nos anos 70/80, só havia uma máxima: Se você quer um baterista, chame Steve Gadd.

Para nós, amantes das baquetas, Gadd não é nada menos do que uma figura mítica. Qualquer baterista de respeito tem o dever de tocar/conhecer suas linhas clássicas, como o groove de “50 Ways To Leave Your Lover” (Paul Simon), “Lenore” (Chick Corea) e, é claro, a que é provavelmente sua performance mais icônica, “Aja”, do Steely Dan, onde ele entrega um solo INSANO. Também fez escola ao incorporar ritmos afro-cubanos, latinos, e tudo mais que pudesse absorver em suas jornadas musicais. Essa abordagem influenciou toda a escola de Mestres que viria posteriormente, vide os fenômenos Dave Weckl e Vinnie Colaiuta.

Como líder da Steve Gadd Band, ele também vem nos entregando maravilhas, como “Gadditude” (2013) e o mais recente autointitulado de 2018, trabalhos instrumentais com um time de primeira, com os holofotes voltados para a magia percussiva de Gadd, que, aos 75 anos, mantém seu posto entre os maiores bateras de todos os tempos!

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Autor: Caio Braguin

16 anos, baterista, aficionado por música (e todas as formas de arte) desde o berço. Música é minha vida!

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