Revirar sua coleção pode causar um terremoto!

Hoje é dia de tirar o pó da estante e se deparar com alguns discos que há um bom tempo você não escuta, mas sabe o seu valor por já tê-lo escutado muitas vezes. Longe de ser um dos primeiros que vem á mente quando o assunto é Rock and Roll ou Power Trio, pelo contrário, me surpreenderia se alguém o citasse em algumas daquelas leves e deliciosas conversas de bar regadas a cerveja e petiscos. Estou falando do Electric Sun.

  Após a saída do Scorpions em 1978, por não concordar com o caminho mais comercial que a banda estava tomando, Uli Jon Roth decide montar a sua própria banda e manter intactas as suas ideias e crenças musicais, sem precisar se preocupar se sua música vai tocar nas rádios ou não. Fã declarado de Jimi Hendrix, Uli sempre manifestou seu desejo de ter o seu Experience; para tanto, ele chama o baixista Ule Ritgen e o baterista Clive Edwards e logo entra no estúdio para gravar seu primeiro disco: o SURPREENDENTE Earthquake, lançado em 1979.

Considerado um dos grandes arquitetos do chamado Metal Neoclássico junto com Ritchie Blackmore e popularizado por Yngwie Malmsteen alguns anos depois, notamos nesse disco um verdadeiro terremoto como o próprio título sugere. Uma grande salada mista de influências e de estilos, que vai do Hard Rock até o Metal, com passagens progressivas e pitadas de música clássica. A voz rasgada de Uli, agradável para uns e intragável para outros, ajuda por si só a dar um tom destoante a tudo o que rolava na época dentro do Rock.

ES2

O disco inteiro sempre me chamou muito a atenção, no entanto , se eu tiver que destacar algumas músicas eu escolheria 4: a faixa que abre o disco e que também dá nome à banda já chega chutando a porta e mostrando que Uli tinha muito a mostrar fora do Scorpions; ”Sundown” é outra música espetacular desde o riff ao solo de guitarra, e uma cozinha impecável que dá toda a liberdade e segurança que Uli precisa para asseverar seu talento.

As duas últimas, ”Still So Many Lives Away” – única que podemos dizer que possui uma leve tentativa de obter sucesso comercial, com refrão que gruda na cabeça, muito embora ela seja pesada demais para ser considerada pop; por último, temos a instigante e maravilhosa ”Earthquake”. Sabe aquela música que você ouve várias vezes mas sempre parece perceber algum detalhe diferente a cada nova audição? Pois é, este é o caso; um instrumental com mais de 10 minutos de duração mas que não te deixa desprender um segundo sequer da sua atenção. Várias camadas diferentes, solos sensacionais, passagens instrumentais complicadas e inesperadas… um turbilhão de sensações passa por dentro de você quando esta faixa se inicia, grande música.

Bom, vou aproveitar que me deparei com este disco na minha faxina em minha coleção para escutar essa pérola perdida dentro do Rock, faço o convite para vir junto comigo e se surpreender assim como aconteceu comigo anos atrás à primeira audição. Vamos juntos!

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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