Uma má companhia nem sempre é algo maléfico: 45 anos de Straight Shooter

Após o grande sucesso do disco de estreia, a banda britânica BAD COMPANY retornou aos estúdios 45 anos atrás para gravar o seu segundo álbum, o excelente Straight Shooter, basicamente repetindo a brilhantura de seu predecessor e que garantiu a Paul Rodgers, Mick Ralphs, Boz Burrell e Simon Kirke status de estrelas. Shows esgotados, grandes vendas de disco, canções sendo tocadas em todas as rádios etc.

O disco chegou ao terceiro lugar nas paradas inglesa e americana, além de ter atingido status de disco de ouro em apenas 3 semanas. As músicas foram gravadas no Clearwell Castle, em Gloucestershire, Inglaterra, pelo engenheiro de gravação Ron Nevison. Algum tempo depois, Nevison mixou as músicas de Straight Shooter no Air Studios, em Londres. A capa do álbum foi desenhada por Hipgnosis, que também desenhou o seu álbum de estreia, entre várias outras capas famosas no Rock.

BC2

O primeiro single do álbum, “Good Lovin’ Gone Bad”, foi lançado em março de 1975. A curiosidade acerca desta música recai sobre o fato da banda de Southern Rock 38 Special, na música ”Hold On Loosely” citar o título da canção do Bad Company em seus versos.  Voltando ao disco, ”Good Lovin’ Gone Bad” é uma bela faixa, com riffs de guitarra e linhas de baixo muito bem executados.

Outra curiosidade está no grande hit do disco e um dos maiores da banda, a espetacular ”Feel Like Makin’ Love”. Rodgers compusera a letra ainda na época do Free, entretanto nenhum dos outros integrantes – incluindo Simon Kirke – se interessou pela canção, e ele ficou guardada até o dia em que Rodgers chamou Mick Ralphs para trabalhar em cima dela e finalmente tirá-la da gaveta.

BC3

A letra de ”Shooting Star” foi inspirada nos problemas com álcool e drogas que culminaram nas mortes de Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison. Outro destaque nesta faixa vai para o incrível solo de guitarra de Ralphs, daqueles que pegam na alma tamanha beleza e suavidade.

”Weep No More”, ”Deal With The Preacher” entre outras, só mostram o calibre deste fantástico disco, responsável por manter a popularidade do grupo numa época na qual as bandas deste estilo estavam começando a perder espaço para a garotada do Punk. Discos como esses mostram que os ”dinossauros” ainda estavam vivos e com muita fome.

A text by @lukaspiloto7twister

Anúncios

Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

Deixe um comentário