Ginger Baker’s Air Force: 50 anos da fantástica estréia.

Completa hoje 50 anos a fantástica estréia do Ginger Baker’s Air Force, grupo liderado pelo lendário baterista Ginger Baker, falecido recentemente. Após o fim do Blind Faith, Eric Clapton rumou para sua estréia solo enquanto Ginger, Steve Winwood e Rick Grech continuaram a se encontrar e tocar frequentemente. Steve começou uma carreira solo também, e Ginger passou a estudar ritmos africanos. E em uma fase de muita inspiração do Jazz de Big Bands, como Duke Ellington e Buddy Rich, Ginger teve vontade de criar sua própria Big Band, e passear pelo R&B, Jazz, Rock, e os ritmos africanos que estava estudando, e dai surgiu o Air Force.

Então, chamou seus companheiros de Blind Faith de volta para servir como a base da banda. Graham Bond (sax, órgão, piano e voz) entrou para ser uma força jazzística, assim como o baterista de Jazz Phil Seamen, e o saxofonista e flautista jamaicano Harold McNair, que havia participado do quarteto de Charles Mingus, se tornando então o que Baker chamou de “a inspiração” do grupo. Chris Wood veio para fechar o naipe dos metais. Ainda contou com a percussão nigeriana de Remi Kabaka, Jeanette Jacobs nos vocais e Denny Laine na guitarra e vocais. A princípio, a banda faria dois shows, um em Birmingham e outro no Royal Albert Hall, em londres, e se dissipar, mas o sicesso foi tamanho que foi gravado um disco ao vivo no Royal Albert Hall, o nosso aniversariante de hoje que leva o nome da banda.

É um disco excelente, muito interessante, que requer uma audição cuidadosa para captar cada detalhe do que a banda faz. É um disco duplo com duas músicas para cada lado dos vinis, somando 8 músicas em quase uma hora e meia de disco. As jams são muito boas, e os músicos tem naipe para manter o nível e não deixar nada monótono. O destaque para mim é a reedição de Toad, do Cream. Rick, Baker, Seamen e Kabaka fazem a marcação do ritmo da faixa, enquanto o trio de metais sola independentemente. Winwood e Laine fazem o acomumaamento em uma jam maravilhosa liderada pelos metais. Baker começa seu solo. Uma porradeira sequência nos dois bumbos surge antes dele arrebentar com variações espantosas, e Seamen bem duelar com Baker.

Bom, uma grande pérola, um trabalho ambicioso musicalmente que acabou dando incrívelmente certo e que te proporciona uma audição deliciosa. 50 anos da estréia do Ginger Baker’s Air Force!

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Autor: allanfranzner

Guitarrista, amante e entusiasta da música, principalmente do rock n' roll!

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