Gigaton: Após 7 anos, o novo disco do Pearl Jam

Nesta sexta-feira, dia 27 de março, o Pearl Jam lançou seu novo disco do estúdio, Gigaton. 3 singles já haviam sido lançados e eu vou partir do princípio de que, se você acompanha o Entre Acordes, você já deve saber quem é o Pearl Jam, já cobrimos o assunto antes quando falando de seu grande vocalista Eddie Vedder. Nos últimos 20 anos a banda teve vários lançamentos fracos e que valem uma ouvida, e olha lá, portanto minha expectativa para Gigaton já não era muito alta desde seu anúncio.

No entanto, Gigaton é um bom álbum, definitivamente vale a audição, mas mantém a sequência de discos insonsos da banda nos últimos anos. Temos pontos fortes, no entanto, como algumas partes instrumentais muito boas, experimentações bem legais, uma variedade no repertório que mantém os 57 minutos de disco vivos, teclados e sintetizadores que aparecem ao longo do disco. Mas faltam momentos memoráveis, as melodias em sua maioria são fracas e as letras são expressionistas ao ponto de se tornarem vagas. E estamos falando de um dos maiores talentos da música dos anos 90 comandando esse setor.

Para quem está lendo no blog, aqui vai uma análise faixa a faixa: Who Ever Said é uma abertura pouco memorável, e antecede Superblood Wolfmoon, que é também fraca. Dance of The Clairvoyants já é uma música boa, com uma forte pegada Talking Heads. Quick Escape vem lembrando Led Zeppelin no seu instrumental, que nessa música por sinal tem momentos muito bons. Alright serve para dar uma variada, mas nada demais, e Seven O’ Clock é muito longa e chata.

Após 6 músicas de espera, finalmente uma música forte! Never destination, com destaque para os solos de guitarra. Take The Long Way vem como mais uma alta, com Matt Cameron tocando muita batera (como padrão), e é mais uma canção sólida. Em Buckle Up Vedder finalmente acerta e nos leva por uma música climática, que ainda por cima soa variada e experimental. Conseguem até ser memoráveis, olha só! Comes Than Goes tem um violão estilo Pete Townshend tocando Blues/Folk, e Retrogade vem parecida, mas tem bateria e tem Eddie ao menos se lembrando de quem ele é. O final é com a maravilhosa Cross That River tem um timbre de baixo jazzístico, melodia e letra me lembraram um pouco de Springsteen, um pouco de Peter Gabriel, e porque não um pouco de Roger Waters.

Uma bela música. Também um belo verso para fechar o disco, e uma grande lembrança em tempos como estes:

Share a light won’t hold us down

Tirando as lentes do olho crítico, o disco acabou me satisfazendo bastante com essa crescida, valeu a experiência. Não entendi a escolha dos singles, achei péssima. Dance of The Clairvoyants no entanto foi uma boa escolha para carro-chefe da mensagem do disco. Deixo vocês, portanto, come essa coletânea de insights e opiniões sobre o disco novo dessa banda maravilhosa, disco que ao menos interessante é. Agora nos resta saber a opinião de vocês. Comentem abaixo e aproveitem!

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Autor: allanfranzner

Guitarrista, amante e entusiasta da música, principalmente do rock n' roll!

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