De Volta Ao Básico – 20 Anos de “Reinventing The Steel”

Geralmente há duas máximas para os discos de despedida. Ou são obras que integram facilmente entre os melhores de uma discografia, ou mostram uma banda cansada, longe de seu ápice criativo. No caso do Pantera, temos em “Reinventing The Steel” uma encruzilhada entre ambos. O adeus definitivo de uma das maiores bandas da história do Metal completa hoje 20 anos!

O álbum captura um momento de grande tensão na banda, especialmente entre os Irmãos Abbott e Phil Anselmo (que nos últimos anos vem se provando um tremendo imbecil, mas, nos atenhamos à música). É claro que ambiente tão deteriorado não seria terreno fértil para ousadias criativas. Logo, o que temos aqui é o som do Pantera, pesado, groovado, direto e reto.

Por um lado, essa previsibilidade proposital é beneficiada por um item: eles ainda têm Dimebag Darrell. Logo, os Riffs e Solos espetaculares (e aqueles agudos MATADORES) estariam garantidos. E é isso que vemos em petardos como “Goddamn Electric” (com participação do grande Kerry King), “Yesterday Don’t Mean Shit” e o grande single “Revolution Is My Name”, que exalam agressão, figurando facilmente entre as melhores músicas da banda.

A repetição da fórmula, mas com menos inspiração, tende a ficar cansativa. Momentos como “Death Rattle”, “Uplift” e “We’ll Grind That Axe for a Long Time” têm tudo, a bateria demolidora e sincopada de Vinnie Paul, os Riffs abissais de Dimebag, os berros rasgados de Anselmo, mas soam vazias, não são marcantes como os grandes clássicos que estamos acostumados a ouvir.

“Reinventing The Steel”, ao contrário do seu título, não nos traz nada de novo. Sua qualidade vem de maneira prevísivel. Mas, um som tão único como o do Pantera, mesmo não tão inspirado, ainda soa revigorante. Para os fãs, é uma audição mais do que válida, nos 20 anos da despedida dessa chama perpétua do Metal!

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Autor: Caio Braguin

16 anos, baterista, aficionado por música (e todas as formas de arte) desde o berço. Música é minha vida!

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