45 anos de “Dressed to kill”! Vestido (maquiado) para matar!

Não dá pra negar que o Kiss é uma banda que trabalhou muito para chegar ao sucesso e dar shows que fariam valer cada centavo pago no ingresso. Em 1975, a banda tinha acabado de completar 1 ano de existência e já estava lançando seu terceiro disco, algo inimaginável nos dias de hoje.

No entanto, o Kiss ainda estava longe dos holofotes, eu diria, inclusive, que estava mais perto do fracasso, já que nenhum dos discos anteriores emplacou e deixou a banda com grandes prejuízos. Com DRESSED TO KILL, que hoje completa 45 anos, não foi diferente; os recursos eram tão escassos e parcos que a banda nem pode contratar um produtor – o disco foi produzido pelo próprio dono da Casablanca Records, gravadora do Kiss, Neil Bogart. Outra amostra das limitações orçamentárias da banda é na capa, com os tradicionais ternos utilizados pelos integrantes, todos eram emprestados.

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Assim como os álbuns anteriores, Dressed To Kill, apesar de contar com o maior hit da banda ”Rock and Roll All Night” – versão ainda sem o solo de guitarra – também naufragou nas paradas de sucesso, levando a banda  a pensar em encerrar a carreira. Ainda bem que, para a nossa alegria (pelo menos a minha, que sou fanático pelos mascarados) isso não aconteceu.

O insucesso destes discos não dá pra dizer que foi por falta de clássicos; no próprio Dressed To Kill, encontramos pérolas como ”She”, C’mon and Love Me” e ”Rock Bottom”, músicas que posteriormente atingiram grandes status nos shows do Kiss.

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Um das minhas músicas preferidas do Kiss ”Love Her All I can” que conta com riff e solo arrebatadores de Ace Frehley e um dos melhores momentos (!) de Peter Criss nas baquetas. O vocal sempre alto e agudo de Paul Stanley faz-se presente na ótima ”Room Service”. O contraste de Paul, Gene Simmons e sua voz grave estão presentes em outra música que marcou minha infância – assim como quase tudo do Kiss – em ”Two Timer”, música esta que julgo muito subestimada na carreira do quarteto americano, altamente cadenciada e com um refrão de grudar na mente.

O Kiss ainda estava engatinhando, muito embora, alguns meses depois, deixasse o posto de patinho feio e assumiria o lugar de ‘A BANDA MAIS QUENTE DO MUNDO com o antológico disco ao vivo Alive, consagrando muitas dessas canções do 3 primeiros álbuns que não obtiveram nenhum destaque a priori. Mas isso é assunto para um próximo texto que sairá em breve. Por enquanto, coloquem Dressed To Kill pra tocar e descubra o grande disco que ele é.

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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