Aproveite o silêncio e aprecie a mais doce perfeição: 30 anos de Violator!

Há exatos 30 anos, um dos maiores discos de Synthpop (se não o maior) era lançado e causava um alvoroço enorme no mercado fonográfico. Estou falando do ESPETACULAR VIOLATOR do Depeche Mode.

Produzido pela banda em parceria com Flood, que produzira álbuns maravilhosos como The Joshua Tree, do U2.  Esse disco é citado como a obra-prima do quarteto britânico, um dos mais importantes da música eletrônica e um dos melhores da história, com músicas muito bem elaboradas, arranjos diferentes e uma junção sublime de letras e harmonia.  O álbum foi a maior de todas as transformações sonoras do grupo, agregando os sintetizadores analógicos, dando às músicas, além do aspecto dançante, uma pegada mais Rock.

A melancolia e obscuridade dos dois discos anteriores (Black Celebration e Music For The Masses) ainda encontram-se presentes em Violator, no entanto, nota-se também a preocupação de aliar estes elementos com a necessidade de soar mais pop e acessível ao grande público, principalmente os que ainda não estavam completamente sintonizados com a banda.

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Por ironia do destino (apesar de não ser novidade no mundo da música) o ápice do Depeche Mode chegou simultaneamente com o alto nível de tensão interna da banda; as batalhas de egos e discordância de ideias marcavam a convivência de Andy Fletcher, Martin Gore, Alan Wilder e Dave Gahan e davam indícios de que a banda sucumbiria ao caos ou não seria capaz de manter o nível dos discos que precederam Violator. Contudo, o que vimos é exatamente o oposto.

“World in My Eyes” abre o disco indicando logo toda a mudança que a banda propusera desde o início da confecção do álbum, uma combinação de um ritmo dançante e um sentimento pessimista. “Personal Jesus”, uma das melhores faixas deste álbum, associando a concepção dançante sem afastar-se das experimentações que o grupo sempre se preocupou em fazer.

”Enjoy The Silence”, possivelmente o maior hit do Depeche Mode no Brasil é uma música que possui texturas que podemos dizer estarem a frente do seu tempo para o que se fazia na época, absolutamente genial. ”Policy Of Truth” deixa um pouco de lado a densidade e retorna mais ao Synthpop tradicional, dançante e alegre (ou, em se tratando de Depeche, podemos dizer menos triste?) que destoa um pouco das demais faixas, porém, ainda sim uma grande música.

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Enfim, poderia passar horas dissecando este disco e falando de todas as maravilhas e inovações que ele carrega, no entanto, vou deixar essa missão para vocês desvendarem e se deliciarem com todo o encanto e profundidade que poucos sabiam fazer como o Depeche Mode. Absolutamente IMPERDÍVEL!

A text by @lukaspiloto7twister

https://open.spotify.com/album/0Tg76MY2wNK4j37iCb6qyH?si=8wmGwrcbRpWedNzMRjXkiw

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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