“Forever, Michael” – 45 anos do último vôo solo de Michael Jackson na Motown

Em janeiro de 1975, o Rei do Pop (que nessa época ainda estava bem distante de ser reconhecido com este título), então ainda bem jovem, Michael Jackson, lançava o último disco de sua ótima, porém, infelizmente, muitas vezes subestimada carreira solo na Motown Records, chamado de “Forever, Michael”.

Naquela época, a relação entre Michael, seus irmãos e a gravadora estavam indo de mal para pior, muito devido ao sentimento de frustração que o grupo The Jackson 5 estava enfrentando com o fato de não poderem ter mais autonomia sobre seu próprio trabalho, ainda mais no momento em que estavam deixando a infância e anseavam para serem mais reconhecidos como adultos e artistas a serem levados a sério.

Obviamente, a Motown de forma muito inteligente, sabia que tinha em Michael, um grande e brilhante trunfo principal no grupo, e não iria desistir da galinha dos ovos de ouro tão facilmente. A gravadora logo tratou de selecionar uma coleção de composições sensacionais para que o jovem Michael as interpretasse com o brilhantismo e a genialidade de sempre, e também é claro, convocar seus principais músicos que fizeram ao longo da história a Motown ter a sonoridade tão incrível da qual é aclamada até hoje.

O álbum traz algumas pequenas pérolas do cantor, que até então estava com apenas dezesseis anos de idade, como é o caso de belas baladas Pop como “Cinderella, Stay Awhile”, “You Are There” e “Dear Michael”, além de maravilhosos temas Soul em “Take Me Back” e “We’ve Got Forever”, e até incursões pela recém chegada Disco Music em “Just a Little Bit of You”. “Dapper Dan” é o momento mais Funky do LP e traz um groove mais que interessante. Mas, as grandes jóias são as lindíssimas “One Day in Your Life” e “We’re Almost There” dotadas uma singela e delicada beleza sem igual.

“Forever, Michael” é o disco que precedeu o estouro mundial do excepcional “Off the Wall” (1979), e embora ainda esteja bem distante do impacto que o Rei do Pop causaria nos anos posteriores, surpreende e muito não só pela qualidade das canções inseridas nele, mas sobretudo, nos faz perguntar: “Como alguém tão jovem poderia ser tão talentoso?”.

Autor: Felipe Silva

28 anos, paulista, corinthiano, e o mais importante, consumidor compulsivo de música! Rock, Soul, Funk, Blues, Jazz, MPB, que a música boa seja exaltada independente de gênero. God bless you all.

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