45 anos do antológico “Physical Graffiti” – O Led Zeppelin em seu auge

No dia 24 de fevereiro de 1975 era lançado o antológico disco duplo, “Physical Graffiti”, o sexto álbum de estúdio da lendária banda britânica, Led Zeppelin!

A banda vinha de uma sequência de discos simplesmente matadora, e nesta estupenda obra dupla, mostrou ao mundo que ainda tinha muita genialidade para ser produzida.

Os quatro lados em vinil serviram de espaço para muitas experimentações brilhantes. A obra revela uma coleção de músicas não menos que sensacionais, que revelavam todo o poder da música do Led Zeppelin, e a genialidade de seus integrantes de fundir o seu característico Rock Clássico a uma gama de influências incríveis, tudo muito bem produzido e soando de maneira espetacular.

Desde a um Rock and Roll cru e fiel às raízes em “Boogie With Stu”, o Groove poderoso Funk Metal de “Trampled Under-foot”, o Rock Progressivo mordaz em “In The Light”, além de preciosas miniaturas Folk como “Bron-Yr-Aur”, e o Pop/Rock veloz de “Down By The Seaside”. Inspirada por uma viagem feita pela dupla Page & Plant à Marrocos, a colossal “Kashmir” é um monstro de pseudomisticismo e exotismo, com as cordas vigorosas do mellotron de John Paul Jones formando melodias mortais, e um John Bonham monolítico na bateria. O improviso Blues épico de “In My Time Of Dying”, composta enquanto era gravada, traz o som indistinto da Slide Guitar animal de Jimmy Page, e a banda troveja de forma visceral como uma força da natureza (Uma clara influência nos White Stripes). “Ten Years Gone” é uma das faixas mais surpreendente: Um lamento tocante e sentimental de Robert Plant sobre o amor que ele deixou para se juntar à banda. O solo final de Page prova até que ponto o Led Zeppelin podia ser suave quando queria.

De tão sublime, avançado e criativo, “Physical Graffiti” é merecidamente apontado como um dos maiores álbuns da história do Rock And Roll! Indo do Blues e Hard Rock, indo parar nas cítaras indianas, o disco consegue passear com destreza por vários estilos!

A capa inovadora, composta de janelas recortadas que revelavam uma parte impressa na parte interna. Umma atração a parte, corresponde a fachada do edifício situado nos números 96 and 98 da St. Mark’s Place, em Nova Iorque! Nas imagens por trás das janelas se vê o astronauta Neil Armstrong, Judy Garland em “O Mágico de Oz”, membros do Led Zeppelin, King Kong, Marilyn Monroe entre outras imagens representativas!

O trabalho impulsionou a venda dos outros discos do Led Zeppelin, levando a banda ser a primeira a ter seis discos no top 200 da Billboard!

São 45 anos desde que o simpático prédio na St. Mark’s Place tornou-se um templo para o Rock, guardando muito mais que imagens icônicas, e sim um dos principais discos de Rock século XX, pois “Physicall Graffiti representa o auge do Led Zeppelin e é até hoje, um disco estonteante”.

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Autor: Felipe Silva

28 anos, paulista, corinthiano, e o mais importante, consumidor compulsivo de música! Rock, Soul, Funk, Blues, Jazz, MPB, que a música boa seja exaltada independente de gênero. God bless you all.

Nenhum pensamento

  1. Physical Graffiti mostra o “dirigível de chumbo” disparando em várias direções e acertando no alvo em todas elas. Um álbum realmente incrível do início ao fim, mesmo sendo duplo e tendo algumas canções um pouco subestimadas da banda. É difícil destacar uma música deste petardo, já que todas são muito boas, mas, no entanto, dou um destaque para “Kashmir”, minha favorita de todo o repertório do Led Zeppelin (pra mim ela é tão boa quanto a super famosa “Stairway to Heaven”). Parabéns pela resenha em homenagem a essas quatro décadas e meia completadas com louvor por Physical Graffiti, um dos maiores álbuns de todos os tempos.

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