O Pop Arrasa-quarteirão de Phil Collins – 35 Anos de “No Jacket Required”

Em 1985, Phil Collins já estava longe daquele (lendário) baterista de Rock Progressivo. Era, agora, um grande astro do Pop, tanto como frontman do Genesis quanto em sua carreira solo. Após o estrondo causado por “Face Value” (1981) e “Hello, I Must Be Going!” (1982), ele retorna com o que seria seu maior sucesso, o espetacular “No Jacket Required”!

O que Phil faz aqui, basicamente, é juntar a crueza emocional de sua estreia (“Face Value”) à consciência Pop de “Hello I Must Be Going”, num disco muito solar, mas também recheado de baladas belíssimas, como de costume. O resultado não podia ser outro a não ser uma verdadeira pérola Pop. Já somos recebidos com o alto astral do hit “Sussudio” (Phil deve ter escutado muito Prince…), que forma junto com “Who Said I Would” a dupla arrasa-quarteirões do álbum, daqueles que instalam-se no nosso inconsciente de maneira perpétua.

Outros momentos de espetacular apelo Pop nos proporcionam verdadeiros clássicos. Como o naipe de metais quase Motown de “Only You Know and I Know” e “Don’t Lose My Number”, que também contam com o batidão estrondoso da bateria de Phil, lotada de Gated Reverb (o som que definiu a década de 80). Até nos momentos mais Rock ‘n’ Roll, a ênfase está nos teclados e na força das melodias, como em “I Don’t Wanna Know” e “Inside Out”.

Mas, se tem uma coisa que Phil Collins sabe fazer é uma balada. E aqui temos para todos os gostos. Desde a soturna “Long Long Way To Go” (com backing vocals de um tal de Sting), até o epítome da balada oitentista “One More Night”, com seus sintetizadores, bateria eletrônica, saxofones… Sim, é datado. Mas quem disso que isso é algo ruim? A melodia que nos traz volta ao lar em “Take Me Home” não falha em deixar um gosto viciante, numa obra que, apesar de notórios sinais de época, não envelhece.

Praticamente uma coletânea de Hits, “No Jacket Required” é o maior sucesso de Phil Collins, e um dos maiores discos da história da música Pop, erguendo-o ao estrelato absoluto que, 35 anos depois, ainda é seu por direito!

Autor: Caio Braguin

16 anos, baterista, aficionado por música (e todas as formas de arte) desde o berço. Música é minha vida!

Nenhum pensamento

  1. Com todo o respeito a tudo que o Sr. Phil Collins tem feito ao longo de sua carreira no geral, gosto muito mais dele como baterista do Genesis (com Peter Gabriel nos vocais) do que o artista solo (ou o astro pop) que se tornou dos anos 1980 em diante. Este álbum em si é muito bom, tem grandes canções, e forma com But Seriously (1989) a “dupla de ouro” da carreira solo de Collins.

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