O Maestro Dos Beats – 55 Anos de Dr. Dre

A essência do Hip Hop está na combinação das rimas dos Mc’s com a produção. O som groovado, a escolha de samples, a criação de beats, tudo passa pelo produtor. E nenhum deles foi mais influente que Dr. Dre, o maestro do Rap, que hoje completa 55 anos de influência!

Natural da lendária cidade de Compton, LA, Andre Romelle Young conviveu rotineiramente, por toda a sua infância e juventude, com o tráfico de drogas e a violência de gangues. Rodeado pela música negra, acumulou uma bagagem artística espetacular, que se faria muito presente no seu uso certeiro de samples.

Na primeira metade dos anos 80, influenciado por Grandmaster Flash, ele passa a discotecar no clube Eve After Dark, ainda como “Dr. J”. Ali, ele conhece Antoine Carraby (mais conhecido como DJ Yella), e ambos se juntam ao grupo de Electro-Hop “World Class Wreckin’ Cru” em 1984. Com eles lança “World Class” (1985) e “Rapped In Romance” (1986).

Mas o ponto da virada veio em 1987, quando Dre se junta ao N.W.A, formando com Eazy-E, Ice Cube, MC Ren, Arabian Prince, The D.O.C e seu antigo parceiro DJ Yella um dos maiores grupos da história do Rap. Sua produção agressiva fez de “Straight Outta Compton” (1988), com seus explícitos retratos do estilo de vida Gangsta (consolidando o subgênero do Gangsta Rap), uma obra-prima, e um produto de seu meio.

Após “Niggaz4Life”, ele deixa o grupo devido a disputas financiais com Eazy-E, incentivado por Suge Knight, seu guarda-costas à época, (e um personagem polêmico no meio do Hip Hop). Assim, em 1992, eles formam a Death Row Records. Como ato de inauguração, ele lança, no mesmo ano, mais um dos discos definitivos do Rap, o monolito “The Chronic”. Além de estrear ninguém mais ninguém menos que Snoop Doggy Dogg, ele lança o estilo de produção que caracterizaria o chamado G-Funk, com seus sintetizadores, grooves espaçados, como um novo P-Funk de George Clinton.

A Death Row foi dominante durante a década de 90, tendo no catálogo artistas como 2Pac e Snoopy Dogg. Mas, diversos desentendimentos com Knight o fizeram deixá-la em 1996, criando no mesmo ano a Aftermath, sua própria gravadora. Em 1998, numa jogada genial, ele contrata Eminem, que, com seu “The Real Slim Shady” (1999) redefine novamente o Hip Hop, ascendendo a um estrelato perpétuo no estilo.

Mais um retumbante sucesso solo viria em 1999, com o blockbuster “2001” (1999), que cristaliza a essência de seu som Gangsta até o osso, que, com idas e vindas, segue firme até os dias de hoje. Presente em todos os eventos importantes do estilo, vale a homenagem ao que é o maior nome vivo do Rap. STILL D.R.E!

Alguns discos comentados:

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Autor: Caio Braguin

16 anos, baterista, aficionado por música (e todas as formas de arte) desde o berço. Música é minha vida!

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