The Slow Rush: Após quase 5 anos, Tame Impala vem com seu quarto disco

O Tame Impala lançou ontem seu quarto disco de estúdio, The Slow Rush, disco que já estava pronto e quase foi lançado no primeiro semestre do ano passado, mas acabou ficando maturando até este dia 14 de fevereiro. Para os perdidos, a banda australiana é talvez a mais aclamada da década de 2010, e ganhou fama com um som psicodélico retrô, mas com um traje moderno. A mente por trás de tudo isso é o genial Kevin Parker, que compõe e grava todas as músicas da banda. Ele é famoso por sua personalidade excêntrica, misteriosa e introspectiva que reflete muito no resultado final com o Tame Impala.

Com o disco Currents, de 2015, a banda partiu para uma direção eletrônica, dissonante dos primeiros trabalhos mais calcados no rock psicodélico. O resultado não superou seu antecessor Lonerism, de 2012, mas foi um grande disco ainda assim. Quase 5 anos depois, The Slow Rush segue na mesma direção, e consegue também ser muito bom mesmo assim.

O disco é muito homogêneo (com exceção dos EDMs One More Year e Glimmer que destoam levemente) e passa a vibe nostálgica e viajada da banda mesmo com o novo estilo. Um revival AOR e oitentista estão tabém muito presentes no disco, uma tendência que temos visto aparecer bastante ultimamente. Sua duração, com 57 minutos, foi um pouco demais, mas não chega a ser um ponto tão forte no desenrolar do disco. É difícil destacar tão cedo, mas Posthumus Forgiveness, Is This True e Lost In Yesterday (que por sua parte resume bem o conceito do disco) certamente são grandes pontos.

Apesar das qualidades, faltou sal, pimenta, mais pegada. Foram canções ótimas, mas não boas o suficiente para terem pegado tão leve assim e se sair com o resultado ideal. No entanto, o disco pessoalmente me pegou bastante, fiz já diversas audições, e acredito que vale a pena para todos darem chance ao novo lançamento desta grande banda!

Autor: allanfranzner

Guitarrista, amante e entusiasta da música, principalmente do rock n' roll!

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