35 anos de “The Firm”: Os galácticos inglórios!

Muitas das vezes, em conversas descontraídas com amigos num bar, brincamos sobre o line up perfeito, juntando integrantes de bandas diferentes – os chamados supergrupos – imaginando as coisas maravilhosas que poderiam fazer juntos. O The Firm foi uma possibilidade de fazer essa suposição sair do papel, entretanto, o resultado na prática acabou saindo bem diferente do esperado na teoria.

Formado por Jimmy Page (Led Zeppelin), Paul Rodgers (Free e Bad Company), Chris Slade (Uriah Heep e AC/DC) e Tony Franklin (grande músico de estúdio), o The Firm lançou apenas dois discos e durou apenas 3 anos (1984 – 1987).

TF1

A New Wave e o Pós Punk dominavam o cenário musical na época e, dentro do Rock, estava em alta o chamado Glam Metal de bandas como Mötley Crüe, Poison etc. Considerados ”os dinossauros” artistas que obtiveram grande sucesso nos anos 70 não conseguiram repetir a dose nos 80, talvez por não conseguirem se adaptar ás tendências e sonoridades vigentes, tentando restaurar o Rock clássico da década anterior. Nã0 vou dizer que os discos são de fazer você parar tudo e escutar, mas são dignos, principalmente o primeiro, que contém a única música a entrar nas paradas: ”Radioactive”.

TF2

Apesar dos momentos de irregularidades, o álbum apresenta bons momentos, tais quais: ”Closer”, música que abre o disco e tem um groove excelente, cheio de swing com um baixão no talo e boa guitarra de Page, além da performance sempre impecável de Rodgers nos vocais. Outra música que merece destaque ”Money Can’t Buy” que poderia estar em algum disco do Bad Company. ”Make Or Break” é um bom Rock and Roll, com um belo riff de Page, que, apesar de ser a mente do Led Zeppelin, o The Firm tem mais momentos que remetam ao Bad Company do que ao Led.

”Someone To Love” e Midnight Moonlight” são outras duas músicas que merecem atenção, em especial a segunda, com seus mais de 9 minutos de duração. Cheia de camadas bem densas, com várias nuances interessantes que ainda demonstram o talento desses caras que, de fato, não estavam em seus melhores momentos, porém ainda eram capazes de entregar um bom material. Confiram e tirem suas próprias conclusões.

A text by @lukaspiloto7twister

Anúncios

Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

Deixe um comentário