Killing Joke em alto estilo: 35 anos de Night Time

Com mais de 40 anos de carreira, o Killing Joke construiu uma história única, muito interessante e peculiar. Seu disco de estréia de 1980 já foi considerado um dos discos mais influentes da história, e seu som pós-punk obscuro e ácido, tão ácido quanto suas performances de palco os renderam uma boa reputação no movimento. Mas em 1985 eles tiraram um pouco da sujeira de seus dicos anteriores e partiram para um caminho mais dançante, no entanto ainda muito dissonante do som que se fazia no mainstream da época. O resultado? O disco mais bem sucedido da banda, chegando perto do topo das paradas nos Estados Unidos, Reino Unido e Nova Zelândia, e uma grande obra na fronteira entre o pós-punk e a new wave.

A música Eighties tem seu riff quase idêntico ao hino Come As You Are, do Nirvana, e Kurt e seus colegas eram fãs do Killing Joke, e já haviam até os mandado um cartão de natal. Após tensões a respeito da música, a relação ficou boa após Dave Ghrol se aproximar com os membros do Killing Joke no final dos anos 90 no backstage de um show do Pantera, chegando a tocar bateria (e muito) no homônimo Killing Joke de 2003.

Os destaques vão para as músicas Love Like Blood, Multitudes, Europe, e Eighties, mas as 8 músicas são todas maravilhosas, que fazem os 40 minutos do disco passarem voando. A cozinha comanda a rítmica pulsante, e a espaçosa e hipnótica guitarra de Geordie Walker apimenta o instrumental, que tem sua cobertura desenhada pela voz e letras de Jaz Coleman, e o resultado é um grande album oitentista, que hoje completa 35 anos.

Autor: allanfranzner

Guitarrista, amante e entusiasta da música, principalmente do rock n' roll!

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