50 anos de ”The Least We Can Do Is Wave To Each Other”: O mínimo que podemos fazer é apreciar!

Se tinha uma banda que ainda precisava se provar no meio do Rock Progressivo essa banda era o VAN DER GRAFF GENERATOR. A banda britânica de Manchester, liderada pelo vocalista e guitarrista Peter Hammill estava lançando o seu segundo disco, o impressionante The Least We Can Do Is Wave To Each Other, que hoje completa 50 anos de vida. O disco anterior Aerosol Grey Machine dá pra dizer que é um disco solo de Peter Hammill, pois todas as composições foram feitas sob sua tutela. A partir de The Least We Can Do Is Wave To Each Other, as coisas mudaram consideravelmente. Todos os membros contribuíram para o novo disco.

Baseado em uma frase do britânico John Minton, um pintor e ilustrador de paisagens, retratos e figuras, o Van Der Graff, a partir deste disco, estabeleceu o seu estilo mais progressivo e uma sonoridade totalmente peculiar. Podia-se notar realmente um trabalho de grupo muito maior, com espaço para a bateria, o saxofone e os teclados terem o seu determinado momento de brilhar.

VG2

“Darkness (11/11)” é uma abertura perfeita para ser a abertura deste disco. Conta com todos os elementos indispensáveis para o fã de prog, desde a barulho de vento soprando à linhas melódicas e arranjos belíssimos. “Refugees” é uma das músicas mais bonitas e emocionais do rock progressivo. Precisa ser ouvida e apreciada sem moderação, de preferência em um bom aparelho de som ou fone de ouvido para poder escutar com clareza tamanha pérola. Excelente começo através de uma combinação entre flauta e violoncelo, harmonias impecáveis. Lindíssima.

“White Hammer” e “Whatever Would Robert Have Said?” já são duas faixas onde o experimentalismo é explorado fortemente, com diversas passagens instrumentais, solos de saxofone, flautas e uma atmosfera sinistra e soturna. Cortesia de David Jackson e Hugh Banton. “Out Of My Book” é mais uma balada do disco a contar com um instrumental bastante simples, mas não menos bonito, principalmente o violão.

VG3

“After The Flood” é a faixa mais longa e a última do disco. O ápice para todos que sempre esperam um final catártico em um disco de Rock Progressivo. Música altamente climática e com bastante peso em suas camadas, um instrumental de se tirar o chapéu e com letras esplendorosas de Hammill, que mostram toda sua genialidade para compor, não à toa é considerado como um dos caras mais importantes do Prog. ESPETACULAR!!! O disco é tão bom, que uma faixa maravilhosa como ”The Boat Of a Million Years” ficou de fora da gravação original, sendo incluída posteriormente e versões bônus, para se ter uma ideia da qualidade do álbum.

The Least We Can Do Is Wave To Each Other é certamente o primeiro grande disco da Van der Graaf Generator, apresentando tudo o que fez a banda ser conhecida. Sugiro que arrumem um tempo no seu dia para desfrutar de tamanha beleza e competência destes rapazes que, sim, são ingleses e não holandeses! Audição obrigatória.

A text by @lukaspiloto7twister

 

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

Nenhum pensamento

  1. Um som caótico, sombrio, envolto em uma atmosfera densa. Esse é o Van der Graaf Generator.

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