40 anos de “Soldier”: O soldado da crueza!

Se tem um cara dentro do Rock que tem histórias muito loucas para contar esse alguém com certeza chama-se IGGY POP. Desde o seu início nos Stooges, sua amizade com David Bowie, as brigas e problemas com álcool e drogas que sempre o atormentaram, mas, acima de tudo, do incrível bom gosto e talento ímpar que ostenta.

Um personagem tão importante e marcante como este merece sempre destaque, ainda mais em uma parte de sua discografia que é muito subvalorizada por crítica e público. Faço-lhes uma proposta: Sempre que a crítica tecer maus comentários sobre um disco, ou seja, um trabalho que muitos desmereçam, você tem meio caminho andado para se deparar com um ótimo disco. E é justamente o que acontece em SOLDIER, disco que está completando exatos 40 anos hoje, gravado no País de Gales e que conta com a participação especial de James Williamson – produziria o álbum, mas abandonou o posto por desavenças com ninguém mais ninguém menos que David Bowie – o próprio Camaleão, Glen Matlock (ex-baixista do Sex Pistols) e a galera do Simple Minds, banda escocesa ainda no início de sua carreira mas que se tornaria um dos grandes sucessos da música pop oitentista.

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Este é o quinto álbum da carreira solo de Iggy, que já contava com discos reconhecidos como The Idiot e Lust For Life, ambos de 1977, entretanto vinha de uma fracasso comercial (INEXPLICÁVEL!) no interessantíssimo New Values, de 1979 (lembram-se da proposta, né!?). Ao mesmo tempo que entrara em estúdio para a gravação de Soldier, Iggy enfrentava mais uma de suas diversas batalhas contra as drogas, e diria que foi um momento de sua carreira no qual ele estava mais sóbrio que o normal – o que tratando-se de Iggy Pop pode se considerar uma vitória – e estava deveras empenhado para superar o tropeço em seu trabalho anterior.

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Não dá pra dizer que ele obteve êxito nessa empreitada, pois o disco, assim como o anterior, também não recebeu críticas positivas. Contudo, azar o deles e sorte a nossa que podemos ter mais um belo disco de Iggy para apreciar. Se tens alguma dúvida do que vos digo, que tal abrir uma cerveja, dispor de uns petiscos e apreciar músicas do calibre de ”Loco Mosquito”, ”Ambition”, ”Knocking ‘Em Down (In The City)”, ”Mr. Dynamite”, ”Take Care Of Me”, ”Drop A Hook” etc… Com orelhas bem atentas e abertas para receber uma sonoridade suja e pesada, o que não é pejorativo. Portanto, não deixem de conferir a carreira deste monstro do Rock, em especial os discos deste período em específico, garanto-lhes que encontrarão diversas pérolas que são desvalorizadas. Conto com vocês para manter de pé a proposta que vos fiz e LET’S SEARCH AND DESTROY!!!

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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