Subestimada, uma das melhores músicas de 1969: Victoria, dos Kinks

Dando continuação ao nosso quadro “100 melhores canções”, teremos hoje os ingleses dos Kinks, com a faixa de abertura de sua ópera-rock de 1969, Arthur. O disco, que é uma das melhores óperas-rocks da história, fala da imigração do personagem “Arthur” para a Austrália, elucidando a decadência do império britânico com as Guerras Mundiais do século XX, e poucos escreveriam melhor sobre que Ray Davies, que foi nascido durante o fim da Segunda Guerra. No entanto o disco não foi muito bem aceito pelo público, e nossa faixa em questão alcançou apenas a posição 62 das paradas inglesas. No entanto, como salientado no título, estamos falando de uma das melhores músicas de um ano que tem nomes como “Abbey Road” e “Tommy” na competição.

Começamos com a batida pulsante criada pela cozinha e a exposição do tema primeiramente pelas seis cordas das guitarras dos irmãos Ray e Dave. Depois a melodia é cantada sobre o tom sarcástico da letra, que fala dos “tempos de glória” da época da Rainha Vitória do Reino Unido. E então o refrão chega com uma melodia de arrepiar, e temos a transição para o segundo verso. “When I grow, I shall fight. For this land, I shall die”, são as palavras que representam o místico patriota criado na cabeça do povo. Após o segundo refrão, a banda é reforçada pelos sopros e vai para outro ápice: a ponte para o solo. “Land of hope and gloria/Land of my Victoria” ecoam os emocionantes vocais.

O solo no estilo do Rock and Roll sessentista nos encaminha então para a última parte da música. Novamente, Victoria é uma grande música que vendeu pouco, e é tão subestimada quanto os Kinks, que fizeram música de primeiríssima, em especial neste final dos anos sessenta, período tão glorioso para a música popular. Victoria certamente merece estar em nosso quadro “As 100 melhores canções de todos os tempos”!!!

26/100

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Autor: allanfranzner

Guitarrista, amante e entusiasta da música, principalmente do rock n' roll!

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