Viciado no Caos! 25 anos de ”Youthanasia”.

Há exatos 25 anos, o Megadeth continuava a sua bela sequência de discos ao lançar o premiado YOUTHANASIA. Um disco que, assim como o seu antecessor Countdown To Exctintion, possui um som mais polido e menos intenso como os primeiros discos da banda, ganhando um formato um pouco mais acessível a quem tem suas restrições ao Thrash Metal.

Foi o terceiro disco consecutivo com a mesma formação, a qual perduraria por mais alguns anos, o que sabemos ser algo complicado quando falamos de Megadeth e Dave Mustaine. Talvez por isso seja uma época cheia de frutos, pois houve uma sequência com os mesmos músicos, fazendo com que a banda ganhasse mais entrosamento. Além de Mustaine, Marty Friedman (guitarra), David Ellefson (baixo) e Nick Menza (bateria) fecham o Line-up.

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Apesar disso tudo, era uma época complicada para a banda, principalmente para Mustaine, que acabara de sair de uma das várias clínicas de reabilitação pelas quais ele passou para tentar se livrar das drogas, além de Friedman não estar totalmente satisfeito com o estilo ‘ditatorial’ de Dave, querendo um pouco mais de liberdade para compor.

Dito isto, vamos ao disco: As 4 primeiras músicas do disco podem ser consideradas das melhores que o Megadeth já compôs: A fantástica ”Reckoning Day”, ”Train Of Consequences”, música pesada e cheia de groove, ”Addicted To Chaos” que tem uma ótima entrada de bateria de Menza e a famosa balada ”A Tout Le Monde”, uma das canções mais famosas da banda.

As letras politizadas, criticando o governo americano, marca registrada de Mustaine, aparecem novamente em músicas como ”Blood Of Heroes” e ”The Killing Road”. A excelente faixa título, na qual Dave fala que a sociedade está implicando uma eutanásia nos jovens.

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Outra marca neste disco são os riffs simples e poderosos, como nos casos de ”Elysian Fields” e ”I Thought I Know It All”. Merece uma menção a grande habilidade com qual Marty Friedman os executa, inclusive com solos muito bem trabalhados. QUE GUITARRISTA!

”Family Tree” e ”Black Curtains” apresentam uma sonoridade mais sombria e têm em comum refrãos que são facilmente entranhados na mente, daqueles que nos induzem a cantá-los em alto e bom tom. Belas músicas, com destaque maior para a primeira, sem dúvidas uma das melhores faixas do disco.

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”Victoria” encerra o disco no ‘Megadeth way’, canção pesadíssima, veloz e agressiva, mostrando que pode-se fazer Metal com qualidade de uma forma mais tradicional e simplista. Algumas das músicas ganharam videoclipe na MTV, mostrando realmente como o álbum tem um apelo mais popular e de fácil digestão para quem tem uma certa rejeição ao metal mais pesado. Youthanasia é uma excelente pedida se você busca por um disco de Heavy Metal tradicional e direto ao ponto, VALE A PENA CONFERIR.

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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