“St. Louis to Liverpool”: 55 anos de um dos melhores discos de um dos maiores arquitetos do Rock And Roll

St. Louis to Liverpool – Chuck Berry: A guitarra da resistência Americana

Há 55 anos atrás Chuck Berry lançava um disco único para história do Rock N’ Roll. Conhecido por ser um dos “arquitetos” do rock. Após ficar preso por 20 meses, Chuck Berry precisava respirar novos ares. A liberdade o colocou no meio de uma revolução que mudaria a história da música. A “invasão britânica” fez com que o guitarrista, ficasse em evidência por um motivo obvio. Ele não ganhou a fama que tinha tocando “boleros” (nada contra). A sua guitarra nervosa com sua dança icônica era a maior referencias para as bandas que traziam uma onda nova para todos, direto da Inglaterra. A grande questão é que suas músicas se tornaram munições poderosas para essas bandas. Como ” Roll Over Beethoven ” gravada pelos os Beatles e “Come On” e “Carol” com os Rolling Stones. Ate mesmo os The Beach Boys “surfaram” nessa onda gravando “Surfin’ USA” com letras de Brian Wilson , com a música ” Sweet Little Sixteen “, escrita por Chuck Berry.

O momento era favorável para Chuck Berry e sua gravadora viu essa “invasão britânica” que usava a referência do rock dos anos 50, como uma oportunidade para capitalizar novamente o publico para o cantor e guitarrista. A resposta não poderia ser diferente em meio ao começo de uma “epidemia” britânica. Ele começou a trabalhar em seu disco “St. Louis to Liverpool” uma resposta certeira bem ao estilo do músico. Com ajuda dos produtores Phil Chess & Leonard Chess da gravadora Chess Records, super influente de Chicago. Grandes nomes do R&B como Willie Dixon, Muddy Waters, Little Walter, Chuck Berry, Howlin ‘Wolf, Etta James, Bo Diddley, Sonny Boy Williamson, John Lee Hooker. Entre outros nomes que estavam surgindo entre anos 50 e final dos anos 60, passaram por ela. Você pode encontrar também boas referencias sobre a gravadora conferindo os filmes “Cadilac Records”.

O álbum ganha força em seus singles “No Particular Place to Go,” uma canção bem-humorada e divertida com o estilo do rock dos anos 50. Eu poderia dizer que o single “You Never Can Tell,” foi escrita no período que Berry estava na prisão. Posso também lembrar que a canção fala sobre um casal que compra um carro e volta para New Orleans aonde aconteceu seu casamento. Mas essas coisas junto com o ritmo ímpar da música, são detalhes de uma boa canção de Chuck Berry. Porém ela foi incorporada e interpretada se tornado um símbolo pop com John Travolta e Uma Thurma em “Pulp Ficction”. A clássica dança de Vicent Vega (John Travolta) e Mia Wallace (Uma Thurman). (Tenho certeza que você está fazendo um sinal de “v” com os dedos e passando de lado pelo seu rosto). A canção “Promised Land” teve o auxílio de um atlas do qual o cantor usou para criar a trajetória do menino pobre que vai passando por várias cidades indo até a sua terra prometida que nesse caso é a California. A canção foi regravada por Elvis em 1973 e ganhou uma nova vida como tudo que o Rei tocava.

St. Louis to Liverpool, não se tornou uma simples resposta a “invasão britânica” ou uma manobra oportunista de Berry e sua gravadora. Ele simples rompeu esses conceitos simples e se tornou um dos dez álbuns mais influentes daquele ano. Sem falar que a inspiração de Chuck Berry, após sua saída da prisão era tão grande, que o músico ainda lançaria um outro álbum tão maravilhoso quanto com Bo Diddley. Um presente para os admiradores de ambos e uma experiencia sonora incrível.

Chuck Berry se tornou uma resistência muito mais forte em influente no meio dessa “invasão britânica” e posso dizer que ele também tinha uma vacina perfeita para combater as epidemias futuras do rock se tornando relevante com sua guitarra. Elvis, é conhecido como o Rei, mas foi Chuck Berry que ajudou com álbuns como “St. Louis to Liverpool” a definir o espírito dessa religião chamada Rock N’ Roll.

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Autor: Felipe Silva

28 anos, paulista, corinthiano, e o mais importante, consumidor compulsivo de música! Rock, Soul, Funk, Blues, Jazz, MPB, que a música boa seja exaltada independente de gênero. God bless you all.

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