“Contraband”: Os 15 anos da excelente estréia de um grande (Porém curto) supergrupo

No ano de 2004, surgia um dos maiores supergrupos da década de 2000, e que chegou causando muito impacto por sua poderosa formação, que basicamente consistia em três membros clássicos e fundamentais de uma das maiores bandas da história do Rock, juntamente com um outro nome mais “desconhecido”, e para concluir, um grande frontman de uma das maiores bandas do Grunge de sua época: Mas é claro que estamos falando de “Velvet Revolver”, que há 15 anos atrás, chegou chutando a porta com um excelente disco de estréia, batizado de “Contraband”, na qual estamos trazendo aqui hoje para o “Entre Acordes”.

O Velvet Revolver tinha em sua formação três integrantes do Guns And Roses: O baterista Matt Sorum, o baixista Riff Mckagan, e o guitarrista Slash, juntamente com o guitarrista base Dave Kushner, e o vocalista/frontman Scott Weiland do Stone Temple Pilots. A idéia de formar a banda surgiu por acaso, quando Slash, Duff, e Matt participaram de um show beneficente e tocaram juntos depois de vários anos após a dissolução problemática do Guns And Roses. Simplesmente extasiados pela maravilhosa experiência de fazerem um som juntos novamente, ter o pensamento de formar uma superbanda sem se importar com as óbvias conexões passadas com o Guns logo foi estabelecida, e assim se fez. Com o grupo formado, lançaram um dos grandes discos de Hard Rock dos anos 2000, com petardos maravilhosos, e canções com quê de clássicas se tivessem sido lançadas na década de 80. Vamos agora para os grandes destaques desse ótimo disco de Rock and Roll!

Logo na abertura temos o Hard Rock poderoso e frenético de “Sucker Train Blues, um Hardão rápido e pesado calcado no Blues Rock com um intenso refrão. Em seguida temos “Do It For The Kids”, petardo com um fantástico riff numa sonzera que cruza entre o Hard e o Grunge. “Big Machine” começa com uma pegada mais cadenciada levada por intenso baixão distorcido sendo logo envolvida por uma ótima melodia em seu refrão com excelentes riffs de guitarra que logo no final se emenda com uma poderosa introdução de bateria em “Illegal i Song” com um riff de guitarra monstruosa e uma performance vocal pesada, resultando numa sonzera que traz consigo todos os elementos do Hard Rock mas ao mesmo tempo com uma aura “sombria” do Grunge. “Spectacle” é mais um Hardão poderoso com um riff monstruoso e um ótimo solo de guitarra de Slash, e na sequência temos o single é faixa de maior sucesso do álbum “Fall To Pieces”, uma maravilhosa balada com um riff de guitarra clássico, refrão poderoso, e um interpretação vocal incrível de Scott, detalhe também para o belíssimo solo de guitarra de Slash com um feeling extraordinário.

O disco vai mantendo o nível de Rock and Roll lá no alto, com grandes porradas na orelha como “Headspace”, “Superman”, “Set Me Free” (Essa fez bastante sucesso por ter sido parte da trilha sonora do filme “Hulk” de 2003), e “Slither” (Essa é figurinha carimbada nos shows atuais de Slash em sua carreira solo). É fato que o Rock and Roll pesado e cru dita o ritmo do disco, mas isso não significa que não tenha espaço para momentos mais calmos na bela sensibilidade da balada “Loving The Alien” que aliás, fecha o álbum com perfeição!

Em considerações finais, “Contraband” pode não ser uma obra prima e nem deve ser encarada assim, é simplesmente um excelente disco de Rock and Roll cru e direto, capaz de satisfazer e divertir qualquer apreciador do gênero em sua quase 1 hora de duração. A maioria das músicas apresenta ritmos fortes num grande desempenho de Matt nas baquetas, com ótimas linhas de baixo distorcidos de Duff, riffs e solos de guitarra robustos na ótima parceria guitarristica de Slash e Dave, e performances incríveis de Scott em ótima forma vocal. Em termos líricos, o álbum aborda temas como o lado sombrio da autodestruição com mulheres, drogas e estilo de vida pesados. “Contraband” é um belo disco de estréia de uma banda que já nasceu clássica mesmo que infelizmente tenha durado tão pouco. Com certeza um dos grandes registros do Hard Rock da última década!

Autor: Felipe Silva

28 anos, paulista, corinthiano, e o mais importante, consumidor compulsivo de música! Rock, Soul, Funk, Blues, Jazz, MPB, que a música boa seja exaltada independente de gênero. God bless you all.

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