Um Mensageiro do Jazz – Um século de Art Blakey

Swing, chimbal no 2 e no 4, comping, são marcas registradas da bateria no Jazz. Mas, muitas vezes, não paramos pra pensar nos arquitetos desse estilo tão icônico. Arthur Blakey (mais conhecido como Art) é, sem dúvidas um deles, e hoje completaria um século de vida.

Natural de Pittsburgh, Pensilvãnia, Art é um divisor de águas na história da bateria (e do jazz como um todo). Após uma visita de 2 anos ao Continente Africano,, em 1947, voltou transformado, expandindo seus horizontes musicais (dada a amplitude rítmica enraizada no local). Desde então, passou a acompanhar nomes de peso, como, simplesmente, Miles Davis, Dizzy Gillespie, Thelonious Monk, Charlie Parker, entre outros.

Pegando a transição do Bebop ao Hard Bop, com um estilo poderoso e vezes agressivo (mas sem perder a finésse), participou de algumas das principais gravações da história. O que dizer de “Genius Of Modern Music”, de Thelonious Monk, os lendários 78 rpm de Dizzy Gillespie, “Miles Davis Volume 2” isso é o que se pode chamar de um currículo extenso!

Mas, como sói acontecer com os gênios, Blakey liderou sua própria banda. E bem, era um time de respeito, responsável por revelar talentos como Wayne Shorter, Keith Jarrett, Lee Morgan e Wynton Marsalis. Recomendo aqui alguns discos seminais, como: “Horace Silver and the Jazz Messengers” (1956), “Moanin” (1959) e “The Freedom Rider” (1961). Art liderou o grupo até sua morte, em 1990, numa das carreiras mais prolíficas do Jazz.

Nessa data histórica, nada melhor do que homenagear o “mensageiro” do Jazz em seu centenário. Sua caixa acachapante, seu som profundo, e swing único ressoam eternamente!

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Autor: Caio Braguin

16 anos, baterista, aficionado por música (e todas as formas de arte) desde o berço. Música é minha vida!

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