King Crimson, o dia do Pop e o dia do Pop-Rock: o final do Rock In Rio

Continuando nossa cobertura do Rock In Rio 2019, terminamos com os últimos dois dias de festival. O dia 5 de outubro foi o dia do Pop, que trouxe muitos shows num geral genéricos e fracos, muitos playbacks, e um público um tanto quanto morno e pouco interessado na música. O Black Eyed Peas trouxe um show nada memorável e de não despertar nenhum interesse em pessoas com bom senso crítico musical. No entanto, H.E.R. mostrou talento e uma destreza vocal muito boa, e P!nk em grande fase fez um show marcante e muito bom.

O último dia em contraste foi bem melhor, e começou com Os Paralamas do Sucesso fazendo um show fenomenal, com banda perfeita, repleto de hits e com o público receptivo. O Nickelback também se garantiu e caprichou, mas quem tomou mesmo a cena do dia foi o King Crimson, os monstros do prog rock liderados pela lenda Robert Fripp, que fizeram um setlist curto mas incrível, com músicas perfeitas e uma execução fora do comum, e ainda de bônus um público dedicado a uma música tão sofisticada, um completo show a parte. Após a roubada de cena do King Crimson, o Imagine Dragons jogou seguro e, com a platéia em suas mãos, entregou um show razoável, que poderia ter sido muito melhor. O headliner da noite foi o Muse, que teve responsabilidade para fechar o Rock In Rio, e fez um show futurístico e grandioso e que, apesar da queda de motivação e quantidade do público após o show anterior, foi muito bom.

Assim acabou esta edição do Rock In Rio, que mesmo com falhas foi muito boa, e acredito por minha experiência pessoal que quem acompanhou a maioria dos shows de perto gostou muito e extraiu muito. O line-up teve altos e baixos, mas a soma foi muito boa e o festival se saiu bem!

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Autor: allanfranzner

Guitarrista, amante e entusiasta da música, principalmente do rock n' roll!

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