35 anos de ”Unforgettable Fire”: O U2 encotrando seu som definitivo.

O nosso aniversariante de hoje faz 35 anos e ajudou na mudança radical da banda U2.
O “Entre Acordes” abre as cortinas para comemorar o aniversário de “The Unforgettable Fire” álbum que definiu a maturidade da banda.
Para os anos 80, naquele momento não fazia muito sentido o U2 continuar com a sonoridade dos seus três últimos discos de estúdios. O heavy metal batendo a porta, junto com o sinth pop. O pós-punk estava resistindo com unhas e dentes, a chegada do meio da década de 80.

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Fazendo um panorama sobre a sonoridade e somando ao sucesso, a banda não tinha motivos reais para sair da sua zona de conforto e arriscar algo. Porém Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. Estavam totalmente empenhados a fechar aquele ciclo junto com o final da “War tour”. A banda tinha sucessos como “Sunday Bloody Sunday”, “New Year’s Day” e “Two Hearts Beat as One”. Só que isso não fazia a cabeça do quarteto irlandês. Eles estavam certos que era preciso fazer algo que eles realmente acreditassem naquele momento.

Os membros não estavam somente bem intencionados. Eles sabiam a aonde achar o motor para essa mudança. O guitarrista The Edge, já era fã do trabalho de Brian Eno. Usando as referencias das obras e seu trabalho com os “Talking Heads” que agradava demais a todos os membros da banda. Porem a sonoridade dos últimos discos do U2. Fizeram Brian Eno ficar resistente a iniciar o projeto de “The Unforgettable Fire”. Em uma reunião com Bono e seu enorme poder de persuasão. Brian Eno tentou empurra Daniel Lanois para trabalhar em seu lugar. Porém depois de ser convencido por Bono e entender que a banda definitivamente queria mudar. Brian Eno assumiu a parte conceitual do disco e deixou Daniel Lanois comandar a parte de produção. Com isso o primeiro passo foi ousado e arriscado. Somente uma banda com a lucidez e a união do U2, poderia aceitar a matar seu estilo musical com pegada de uma fúria bem punk. Para libertar uma suavidade que estava presa dentro da banda.

 

É, exatamente isso que notamos quando ouvimos a guitarra de The Edge tocar na primeira faixa. Você percebe falta da bateria marca como uma marcha, que estava nos últimos discos. Os mais despercebidos sente que aconteceu algo com a sonoridade da banda. A voz do Bono esta suave e o disco começa a te tomar de modo atmosférico. Quando a sua cabeça começa a criar pensamentos questionadores. A segunda faixa toma conta e se origina na tão conhecida “Pride”. O disco segue e te leva até a faixa titulo dele e te deixa tomado por “The Unforgettale Fire”. Definitivamente estamos ouvindo outra banda. Não, espere!

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A voz de Bono ganha vida e todos os instrumentos tomam conta de modo atmosférico e as letras começam a fazer sentido. Talvez, esse embrião começasse a mostra a força da nova sonoridade da banda. O melhor estava por vim ainda. A sétima faixa acaba nos dando um presente, com uma guitarra suave o baixo sublime junto com a bateria. A voz de Bono nos apresenta “Bad” e estamos sendo levado para um caminho sem volta. Essa música não sai fácil da sua mente. Ela faz do seu nome um trocadilho próprio. “Bad” muda de vez o nosso jeito de ouvir U2. Além dela temos “Elvis Presley and America” e “MLK” as duas ultimas faixas. O disco “Unforgettable Fire” esta completo. O nome do disco veio de uma exposição de quadros japoneses que teve no Museu da Paz em Chicago. O quarteto irlandês também passeou com um fotografo pela Irlanda. Acharam no Castelo de Moydrumo local perfeito para colocar em sua capa. O fotografo Anton Corbijin colocou os quatros junto com o castelo na capa do disco. Assim estava tudo certo para o lançamento do single “Pride” que se tornaria o maior sucesso da banda até o momento. Ele foi direto para o Top 5 do Reino Unido e top 40 nos Estados Unidos.

No ano seguinte lançaram o segundo single com faixa titulo do disco. O segundo single ficou no top 10 do Reino Unido e não teve tanto sucesso nos Estados Unidos. A banda ainda estava confiante e se preparou para sua turnê. A criticada recebeu o álbum muito bem, falando da maturidade e do álbum esta coesa. O U2 tinha encontrado uma sonoridade e agora, bastava somente trabalhar em uma turnê com 112 concertos em arenas. A banda estava apostando no sucesso dos últimos discos e na criatividade mais madura de todos. Apesar de ter algumas dificuldades de reproduzir a sonoridade do estúdio na hora de tocar ao vivo. Isso não foi um problema que durou muito tempo, a banda que era relutante a usar sequenciadores. Utilizou naquela turnê e nunca mais abandonou. O U2 estava com um disco novo, com uma sonoridade nova e mais madura. A formula do sucesso estava perfeita. Porem faltava entrar com “The Unforgettable Fire” no mercado Americano.
Essa historia durou somente 12 minutos para mudar completamente a vida do U2. Junto com a turnê “The Unforgettable Fire Tour” a banda foi chamada para participar do Live Aid, concerto no Estádio de Wembley no combate à fome da Etiópia em julho de 1985. Esse show ficou conhecido como a maior performance da banda “Queen” ou esta entra uma das maiores de uma banda de rock. Porém o U2 também estava inspirado nesse dia. Os membros acreditavam que um show com uma transmissão simultânea por satélite vista pelo mundo todo, era oportunidade perfeita de alavancar o disco. Sem falar também que naquela época os traços de um Bono messiânico, já estava se formado. A banda entrou no palco com o tempo de 20 minutos e pretendia tocar “Sunday Bloody Sunday” e “Pride”, a primeira foi executada e levantou o público.

Na hora de executar a segunda canção. O vocalista Bono Vox muda de ideia e sem combinar nada, anuncia “Bad”. A banda começa a tocar e a música vem se desenrolando e Bono chega a dançar. Quando algo chama atenção do cantor, que começa a gesticular apontando para multidão; ele aponta sem parar. Enquanto ouvimos os outros membros sustentarem a música. Logo, vemos na imagem duas jovens sendo tirada da multidão para subir em um dos elevados do palco. Mas, parece que os segurança não estão entendo Bono. Foi quando o vocalista se atira do palco, a onde estava a multidão. Ele caiu de pé em um elevado que esta próximo ao publico. Um grito único toma o estádio e os outro membros não conseguem ver o que esta acontecendo. Bono esta próximo ao publico e puxa uma terceira menina e a toma para uma dança lenta. A plateia não acredita nessa atitude e começar a ovacionar o cantor. Ela deixa com um beijo na mão e volta para o palco, deixando os seus companheiros de bandas mais aliviados mesmo sem entender. Ele ainda abraça e beija as duas primeiras fãs que foram tiradas da multidão. Em seguida, Bono pega o microfone e começa a canta canções de rock como “Ruby Tuesday”, “Sympathy for Devil”, “Take a Walk on The Wild Side” ao cantar a ultima.

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A plateia responde com “Doo, doo-doo-doo-doo”. A banda sai do palco e acontece uma briga no camarim. Os membros acreditam que Bono Vox, havia jogado uma oportunidade de “ouro” fora. Todos ficam frustrados e começam a pensar em outros meios de acertarem o ocorrido. Mas o efeito acontece de forma contraria e todos começam a falar da performance da banda e logo, todos os discos anteriores voltam às paradas.

A revista Rolling Stones chama o U2 de a “Banda dos anos 80”. Desde então eles se tornaram gigantes e Bono se tornou mais do que um simples vocalista. Tornou-se um verdadeiro frontman. O U2 ainda iria lança o “The Joshua Tree”, para confirmar toda esse potencial. Mas essa uma outra historia

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Autor: lusquinhos87

Eu queria ter uma bomba, um flit paralisante qualquer. Pra poder me livrar do prático efeito. Das tuas frases feitas, das tuas noites perfeitas

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