Título auto-explicativo: SEM FRAGILIDADE!

O Canadá sempre foi um reduto importante do Rock and Roll, tendo revelado ao mundo grandes bandas do gênero. E uma dessas bandas comemora hoje 45 anos de lançamento de um dos seus discos de maior sucesso: Estou falando de NOT FRAGILE, terceiro disco do Bachman-Turner Overdrive, ou, para os mais íntimos, BTO.
É aquela típica banda a qual costumeiramente dizemos ser “muito Rock and Roll”, devido a simplicidade, direto ao ponto.

Randy Bachman, que integrera outra grande banda canadense, o Guess Who, estava no seu auge criativo, autor de riffs memoráveis neste disco. Destaque também para o vocalista C. F Turner, uma das vozes mais legais do Rock. Completam a banda o baterista Robbie Bachman e o guitarrista Blair Thornton (este que substituiu Tim Bachman, que deixou a banda antes do lançamento deste álbum).

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Foi o primeiro e único trabalho do grupo a atingir o primeiro lugar da parada da Billboard, e é fácil entender o porquê. O lado A é uma metralhadora de sucessos, que abre con a faixa título, com um riff de guitarra pesado e agressivo, daqueles que te faz cantar a guitarra enquanto bate a cabeça. A seguir vem uma faixa com um título que corre na veia dos rockeiros: “Rock is My Life, and This Is my Song”, acompanhada dos outros dois grandes hits do disco; “Roll On Down The Highway” e “You Ain’t Seen Nothing Yet”, músicas que retratam bem a simplicidade e competência da banda, com refrões marcantes, riffs de guitarra, vocal agressivo e sem enrolação.

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A instrumental “Free Wheeling” serve apenas de ponte para o começo do lado B, que não tem músicas famosas como o primeiro, entretanto, não deixa o nível cair de jeito nenhum, pelo contrário, aqui estão as minhas músicas preferidas do disco. Chegarei lá.

“Sledgehammer” – não o grande clássico do Peter Gabriel rs – abre os trabalhos, com uma das melhores performances de Turner no vocal, impressionante o que ele faz nessa música. “Blue Moaning” poderia tranquilamente ser uma música do Creedence Clearwater Revival, tamanha similaridade com o Country Rock praticado pela banda de John Fogerty, mostrando que o BTO podia caminhar com destreza por outras searas.As duas músicas que encerram o disco são as minhas preferidas, não só do disco, como da banda. “Second Hand” e “Givin’ It All Away” são dois petardos maravilhosos, capazes de te fazer querer ter uma banda só para tocá-las, tamanho contágio que elas causam.

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Bandas canadenses nunca decepcionam, e vocês não podem deixar de conferir e prestar uma homenagem a este incrível trabalho de uma das bandas icônicas vizinhas do ‘Tio Sam’. O Rock não vive só de EUA/UK, e BTO está aí para provar isso.

A Text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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