Divina Agressão Sonora – Os 25 Anos de Divine Intervention

Em 1994, também conhecido como 25 anos atrás, observava-se uma tendência entre as bandas de Metal, a adequação ao Grunge ou ao Rock mais alternativo da época. Mas, se você conhece o Slayer, sabe que os caras nunca tirariam o pé da porta. Isso é escancarado no raivoso “Divine Intervention”.

Esse é o primeiro disco da banda com o novo baterista, Paul Bostaph, após a saída do (lendário) Dave Lombardo. E aparentemente o cara queria mostrar serviço, pois a primeira faixa (“Killing Fields”) já se inicia com um ataque insano, esbanjando técnica e criatividade, na já tradicional estrutura “torta” das músicas da banda, cheia de mudanças de andamento.

A metralhadora de Riffs está imparável, Na porradaria de “Sex. Murder. Art”, a mais cadenciada (lembrando os tempos de Seasons In The Abyss) “Fictional Reality” e a quase Hardcore (influência vinda, principalmente, de Jeff Hanneman) “Dittohead”.

Bradando impiedosamente contra todas as mazelas, tanto coletivas quanto da natureza humana, o rugido de “SS-3”, alternando agressão e o verdadeiro peso, ou a violência total de “Serenity In Murder”, tudo o que se espera da banda está aqui. E, se o Slayer já chegou perto de uma “balada”, segundo o próprio Tom Araya, é o caso de “213”, com uma certa “calma antes da tempestade”, explodindo numa intrincada peça de Trash Metal. Mas é claro que eles não aliviariam no final, e “Mind Control” dá o torpedo final a esse petardo de 36 minutos.

“Divine Intervention” é um grande (e subestimado) disco do Slayer. Em suas virtudes e pequenos defeitos (como a mixagem um tanto “embolada”), cristaliza a essência da banda, o suprassumo divino da agressão!

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Autor: Caio Braguin

16 anos, baterista, aficionado por música (e todas as formas de arte) desde o berço. Música é minha vida!

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