Há 65 anos atrás o jazz conhecia o sussurro marcante de “Chet Baker Sings.”

Quando você começa sua carreira dividindo o palco com Stan Getz e Charlie Park e serve como influencia direta para João Gilberto, você não pode ser chamado de comum. O Entre Acordes abre as cortinas para falar de “Chet Baker – Sings”, o disco que mudou a historia do jazz.

O pioneirismo de Chet Baker estava diretamente ligado ao seu virtuosismo, começou sua carreira integrando bandas com Stan Getz e Charlie Park no final da década de 40 e no começo dos anos 50. Sempre sendo elogiado pelo seu jeito de tocar trompete, com isso seu estilou ajudou a criar o Cool Jazz. Fazendo uma analogia a grosso modo com o Bepop influenciado por Charlie Park e o swing unido com a melancolia de Lest Young. Assim você poderia dizer que era esse tal de Cool Jazz, tendo Chet Baker como um de seus fundadores junto com Miles Davis.

Apesar desse inicio promissor ao lado dos maiores nomes do jazz, foi em 1952 fazendo parte do primeiro quarteto de jazz sem pianista, ao lado de Gerry Mullingan que veio o seu primeiro sucesso cantando “My Funny Valentine”, uma atitude totalmente vanguardista para época com seu jeito de cantar único algo sensível e afinado como se fosse um sussurro agradável para qualquer ouvido. Chet e Gerry se tornaram praticamente Pop Stars. Em meio a uma época que o racismo era totalmente tolerado, ele branco junto com sua sensibilidade e talento logo foi comparado a James Dean pelo seu jeito de astro de Hollywood. Um pena que esse sucesso durou pouco, pois, Garry se envolve com drogas e logo foi preso e o quarteto teve um final precoce e Chet Baker seguiu seu caminho.

Com o sucesso de sua carreira, Chet Baker resolveu a arriscar assumindo definitivamente um trabalho duplo, além de tocar seu trompete, agora ele estaria tentando algo mais popular que era cantar. Em 1954, ele lançava o disco “Chet Baker Sings” que é o nosso homenageado de hoje. Há 65 anos, atrás a critica purista torceu o nariz para o seu jeito de cantar realizando fortes criticas considerando o jeito até mesmo “desengonçado”.  Sempre aclamado como um trompetista promissor pelos grandes nomes do jazz, isso causou uma estranheza para alguns por pouco tempo. Logo, Chet Baker Sings foi um sucesso de vendas e a critica menos purista aprovou. Chet Baker, não cantava simplesmente ele seguia os músicos em qualquer ritmo e em qualquer tom. O disco trazia um Chet Baker romântico e afinadíssimo com sua voz frágil considerada como um sussurro para muitos, ele provou ter o mesmo talento que mostrou com seu trompete no inicio da sua jornada jazzista. Chet Baker Sings, se tornou um marco na historia do Jazz. Um disco que começou em 1954 e não terminou até hoje e vem se renovando tanto para quem procurar ouvir jazz como para aqueles que sem saber ouvi a voz marcante, suave e agradável de Chet Baker.

O disco tem lendas maravilhosas envolvidas, uma das mais famosas é que esse disco influenciou literalmente o jeito de João Gilberto de cantar, vemos isso claramente em “Chega de Saudade” que influenciou toda bossa nova inclusive Carlos Lyra também emulava o jeito de cantar do jazzista americano. A carreira de Chet Baker toma rumos complicados nos anos 60, brigas com a justiça problemas ,altos e baixos com as drogas que  acabou culminando em uma morte trágica e misteriosa em maio de 1988.

Chet Baker Sings deixou uma marca na história do jazz influenciou a bossa nova e se tornou eterno, com isso Entre Acordes te convida a participar dessa historia, ouvindo esse disco que toca os mais sensíveis e paralisa os mais despercebidos, com sua sonoridade única.

Autor: lusquinhos87

Eu queria ter uma bomba, um flit paralisante qualquer. Pra poder me livrar do prático efeito. Das tuas frases feitas, das tuas noites perfeitas

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