Animalesco! 35 anos do ressurgimento do Kiss.

Após a corajosa remoção da maquiagem, marca registrada da banda, em Lick It Up, o Kiss volta ao estúdio um ano depois, em 1984, para gravar o ótimo ANIMALIZE, que hoje completa 35 anos. Vinnie Vincent, guitarrista dos dois discos anteriores, deixa a banda e é substituído por Mark St John, que, devido a uma grave doença (Síndrome de Reiter), não dura muito na banda, gravando apenas esse disco (das nove, duas músicas já são gravadas pelo guitarrista sucessor de Mark, Bruce Kullick, que só teria sua entrada confirmada na banda em 1985.)

K3

Décimo segundo trabalho de estúdio do grupo, é o mais vendido desde Alive II (1977), vendendo mais de 2 milhões de cópias, tendo sido o mais bem sucedido comercialmente desde Dynasty (1979).

O disco já abre com uma das músicas mais pesadas da banda, a agressiva ”I’ve Had Enough (Into The Fire), com um vocal altamente agudo de Stanley e Eric Carr descendo a mão na batera. Seguida do grande Hit e presença certa nos shows da banda após seu lançamento: a clássica ”Heaven’s On Fire”

K4

”Burn Bitch Burn”, música cantada por Gene mostra bem o peso que há neste disco, marcada por um riff poderoso e refrão altamente pegajoso para cantar, daqeuels que ecoam na sua cabeça por um longo período. Assim como em ”Get All You Can’t Take”, com ótimos timbres de guitarra e voz.

”Lonely Is The Hunter” já conta com a participação de Bruce Kullick na guitarra solo, tendo em vista que Mark tinha cada vez mais dificuldade de tocar devido a doença. Destoa um pouco das demais, particularmente não sou muito fã. Diferente de ”Under The Gun”, uma das músicas preferidas deste que vos escreve, cheia de energia, peso e um vocal impecável de Paul Stanley (um dos maiores frontmen da história do Rock).

K1

A balada chiclete ”Thrills In The Night”, típica da banda, momento em que os isqueiros vão para o alto enquanto é cantado o refrão. ”While The City Sleeps” é mais da música que não me apetece muito, contudo, há de se destacar o riff forte e interessante de Mark, mostrando que poderia ter algo a contribuir com a banda se tivesse sequência.

Fecha com ”Murder In High Heels”, mais uma na qual Bruce é novamente solicitado para suprir a incapacidade de St John, cada vez mais debilitado e incapaz de tocar guitarra. Cantada por Simmons, encerra com dignidade um disco que ajudou a recolocar o Kiss nas rádios e mostrar que a banda não estava morta como muitos supuseram. Claro que não retoma o nível da década anterior, e assim foi nos álbuns que se sucederam, mas também está longe de ser terra arrasada e um mar de dejetos que não merecem atenção. Comecem por esse, deem uma chance, quem sabe não seja surpreendido. Afinal de contas, a HOTTEST BAND IN THE WORLD tem muitos bons serviços prestados ao Rock, e esse pode ser considerado mais um deles.

K2

A text By @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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