50 anos do ”Blues Cósmico”

Hoje, comemoramos 50 anos de I Got Dem Ol’ Kozmic Blues Again Mama!, primeiro álbum solo da espetacular Janis Joplin, após sair da Big Brother & the Holding Company.

Já é notável a mudança musical e sonora para sua antiga banda, saindo de um Rock Psicodélico em direção mais ao Soul e ao Blues, gêneros estes que sempre foram a grande paixão de Janis, os quais ela demonstrou tamanha competência para desempenhar.

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Infelizmente, este acabou sendo o único álbum solo lançado por Janis com vida, já que Pearl foi lançado depois de sua morte. Uma pena tendo em vista o calibre das músicas apresentadas e a grande capacidade vocal da americana.

No início, o disco sofreu um pouco de rejeição por parte do grande pública e da crítica, já que todos esperavam uma sonoridade parecida com o grande clássico de sua antiga banda Cheap Thrills. Porém, após algum tempo, a estranheza foi superada, e o disco alcançou status de Platina nos EUA em 3 meses.

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A abertura com ”Try (Just a Little Bit Harder)” mostra exatamente o que foi dito há pouco: um mix de soul com blues de responsa. Seguida a belíssima balada ”Maybe”, onde Janis usa e abusa de sua incrível e inconfundível voz.

”One Good Man” é um Blues raíz, com um solo de guitarra de Sam Andrew maravilhoso. ”As Good As You’ve Been To This World” tem uma pegada de Soul music muit forte, com uso de sax, trompete e tudo o que tem direito.

”To Love Somebody” é um cover de Bee Gees que deve ter feito os irmãos Gibb se encherem de orgulho. Em seguida vem a espetacular ”Kozmic Blues”. A música que nomeia sua banda começa suave e vai ganhando corpo, crescendo conforme o seu andamento até atingir o clímax total de te fazer delirar e cantar alto com Janis no refrão. Mais uma vez com o uso de instrumentos de sopro muito marcantes e uma linha de baixo maravilhosa.

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”Little Girl Blue” é a típica música que prepara o disco para o seu final. Uma baladinha bem agradável e bonita, muito focada no vocal de Janis, com um instrumental baixo e sutil no fundo. Até que chegamos em ”Work me, Lord”, onde Joplin mostra todo o seu vozeirão rasgado e potente. Mais uma música de tirar o fôlego, um ótimo encerramento de um baita disco.

Sendo este o último disco gravado por Janis em vida, dá pra se dizer que foi uma ótima despedida, mostrando toda a capacidade de se reiventar de Little Janie. THANKS FOR THE MEMORIES!!!

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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