Barriemore Barlow 70 anos!

”Ele é o maior baterista de Rock que a Inglaterra já produziu”

A frase acima, pode até soar um tanto quanto pretensiosa, mas foi o que John Bonham disse sobre Barrie ”Barriemore” Barlow, baterista da maioria dos álbuns do Jethro Tull dos anos 70, além de ter participado de projetos com artistas renomados como Robert Plant, Jimmy Page, Yngwie Malmsteen etc.

Dono de uma técnica invejável e um gênio inventivo apuradíssimo, Barriemore Barlow já mostrou em seu primeiro trabalho com o Jethro (Thick As A Brick – 1972) a usina rítmica criativa que lhe caracteriza.

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Nascido em Birmingham, Inglaterra, em 1949, Barrie completa hoje 70 anos, dos quais 9 foram dedicados a Ian Anderson e cia. Após deixar a banda, decidiu não mais integrar um grupo, mas, sim, trabalhar como um músico de estúdio, tendo até mesmo construído o seu próprio estúdio, trabalhando também como produtor e empresário.

Difícil escolher o seu melhor momento, já que o leque é vasto, entretanto, se deseja ser captado de imediato e convencido de que John Bonham pode ter razão é pegar o disco ao vivo do Jethro Tull de 1978: BURSTING OUT!

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Ali, Barlow mostra que está em grande forma, adicionando elementos rítmicos diferentes de alguns originais como pode ser notado em No Lullaby e Cross Eyed Mary, por exemplo. Fazendo viradas animalescas em A New Day Yesterday, e fazendo um show a parte em Conundrum (ESCUTEM ISSO E TIREM SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES).

Geralmente, o solo de bateria é a parte do show onde você aproveita pra comprar uma bebida, ir ao banheiro… DUVIDO CONSEGUIR FAZER ISSO VENDO UM SOLO DE BATERIA COMO CONUNDRUM.

Enquanto no Tull, Barlow tocou nos seguintes álbuns: Thick As a Brick, A Passion Play, Warchild, Ministrel In The Galery, Too Old To Rock and Roll.. Too Young To Die, Songs From The Wood, Heavy Horses e Stormwatch, além do disco ao vivo supracitado.

Como músico de estúdio, participou de discos como The Principle Of Moments, de Robert Plant, tocando em duas músicas. No disco Outsider, de Jimmy Page. Tocou também na grande estreia de Yngwie Malmsteen, no ótimo disco Rising Force.

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Certa vez, Barlow fez o seguinte comentário sobre seu jeito tocar: “Sempre admirei as pessoas que inventam – e em um nível de percussão, admiro os inventores do ritmo. Tentei lutar por isso no Tull, mas agora me esforço ao máximo para aconselhar os bateristas das bandas que gerencio para não tocarem da forma como eu fazia no Tull, porque era muito exagerado.

O alto nível de cobrança e precisão acabou se tornando uma auto-crítica curiosa. Apesar disso, não tem como não admirar Barriemore Barlow tocando, principalmente se você é baterista ou tme um apreço pelo instrumento. É sempre bom poder acompanhar caras de alto calibre como ele, e aprender que você pode fazer o que quiser com os ritmos e compassos de uma música sendo altamente criativo e visceral. Esse é o seu maior legado, merecendo esta breve homenagem em seu aniversário. Alguém deveras diferenciado!

A text by @lukaspiloto7twister

 

 

 

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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