Sexo, (sem) drogas e Rock ‘n’ Roll!!! 30 anos de Dr. Feelgood.

Há exatos 30 anos o quinto e mais bem sucedido álbum do Mötley Crüe era lançado. As mais de 6 milhões de cópias vendidas atrelado ao único trabalho da banda a atingir o topo da parada da Billboard, fazem de DR. FEELGOOD um grande clássico do chamado Hair Metal gênero predominante do Rock nos anos 80, principalmente na segunda metade da década.

Conhecido pelos seus exageros e extravagâncias tanto no palco quanto fora deles, o Crüe passava pelo momento mais sóbrio de sua carreira, tendo todos os integrantes passado por reabilitações para tentar focar mais na música do que em bebidas ou mulheres. Bob Rock, responsável por produzir o disco, ainda deu uma cartada de mestre: Tirar os rapazes do calor e efervescência de Los Angeles e levá-los para gravar o disco em Vancouver, Canadá, tendo o frio rigoroso e acachapante como ”aliados”.

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A tática de Bob dá certo, e a banda consegue se focar apenas no trabalho. E o resultado é excelente. Para os fãs da banda, Dr. Feelgood mais parece um THE BEST OF do que um disco de estúdio comum. Infelizmente, ao final da gravação do disco, tensões e conflitos internos culminam na saída do vocalista Vince Neil.

  O som era o mais pesado, lembrando o clássico “Shout at the Devil“. O visual abandonava um pouco a estética glam, partindo para uma postura mais agressiva. Um dos primeiros sucessos, “Kickstart My Heart”, era a prova viva de que o Motley renascia furioso: letras pesadas, muitas relatando o passado de drogas e excesso da banda, guitarras animalescas, Vince Neil cantando como nunca e a bateria de Tommy Lee num som e pegada muito intensos, que impressionaria Lars Ulrich, fato que fez com que Bob Rock comandasse a produção do “Black Álbum”, do Metallica.

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Faixas como “Dr.Feelgood” (outra referente a drogas), “Same Ol’ Situation” (com uma pegada mais rock suave, mas um excelente refrão) e a pesada porém interessante “Rattlesnake Shake” entrariam para o rol de sucessos da banda. O Motley também não esquecia as baladas tais quais “Don’t Go Away Mad” e “Without You” traziam a banda em excelente forma, mesclando melodia e agressividade. Contando com Steven Tyler (Aerosmith) nos backing vocals, temos a pesada e contagiante “Stick Sweet” e a pedrada “She Goes Down”.

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Um clássico dos anos 80 e um dos melhores discos da banda, deu pra perceber que Nikki Sixx, Vince Neil, Mick Mars e Tommy Lee não estavam jogando pra perder. Venceram, e convenceram.

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A text by @lukaspiloto7twister

 

Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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