”5”!!! O quinto álbum do fantástico J.J Cale.

Há 40 anos, o quinto álbum de um dos grandes guitarristas do Blues J.J Cale, chamado apenas de 5 (Fifth), era lançado. Um álbum que segue a linha de seus antecessores, sem grandes novidades ou inovações, mas que trazem um JJ Cale ainda em afiado e inspirado, mesmo que seus discos não tenham alcançado um grande sucesso comercial, a não ser o primeiro, Naturaly, contendo o hit Crazy Mama.

JJ4
13th January 1973: British blues-rock singer and guitarist, Eric Clapton, in concert at the Rainbow Rooms. (Photo by Express/Express/Getty Images)

Com a produção de Audie Ashworth, foi gravado em vários estúdios em Nashville, onde Cale estava vivendo na época. A maioria das faixas foram gravadas e mixadas no The Lakehouse, Old Hickory, Tennessee. Descrito pela crítica como ”influenciador de grandes artistas, já que suas músicas fizeram mais sucesso tocadas por terceiros do que pelo próprio, como o caso de Eric Clapton, Lynyrd Skynyrd etc, ele continuou a produzir o ocasional álbum de melodias blues e de tom menor. Este foi ainda mais versátil do que o habitual, com Cale tocando baixo e guitarra em muitas faixas. Cale desenvolveu esse som intimista e o refinou ao longo da década, uma mistura de country, folk, R & B, jazz e rock ‘n’ roll. jogado de forma contida. Ao contrário de seu álbum anterior Troubadour, o som da guitarra em 5 foi muito limpo, com Cale ignorando os novos gêneros de discoteca e música punk na época.

JJ3

Tematicamente, as músicas de 5 são dominadas pela luxúria, caracterizada por faixas como “Boilin ‘Pot”, “Too Much for Me” e “Make Love to You Anytime” (gravado por Eric Clapton para seu álbum de 1978 Backless), e “Too Much for Me.”

“Mona” e o cauteloso “Sensitive Kind” são mais sutis, enquanto “Friday” e “Let’s Go to Tahiti” falam do desejo de escapar da monotonia da vida profissional. “Fate of a Fool” e o druggy “Thirteen Days” falam das altas e baixas de ser um músico de turnê.

JJ2

“Katy Kool Lady,” foi co-escrita por Cale e Christine Lakeland, e foi lançada como single. “Sensitive Kind” foi regravada por Santana em 1981, no disco Zebop! “Don’t Cry Sister” foi regravada de uma forma mais Rock and Roll por Cale e Clapton em seu álbum de estúdio de 2006, o fantástico The Road to Escondido (Recomendo muito esse disco), além da versão ao vivo, tocada no álbum de 2016 Live in San Diego também junto com Eric Clapton.

Apesar de não ser um nome que esteja presente na maioria das cabeças dos amantes do Blues, J.J Cale não pode jamais ser ignorado, e este disco está aí para provar isso, além de todos os artistas que se utilizaram de suas composições.

Anúncios

Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

Deixe um comentário