The Boy Is Back in Town! 70 anos de Phil Lynott.

Hoje, dia 20 de agosto de 2019, estaríamos comemorando o septuagésimo aniversário do grande PHIL LYNOTT, ex baixista e fundador da incrível banda THIN LIZZY. Estaríamos porque ele não está mais entre nós (fisicamente), mas nada impede de fazer uma reverência e homenagem a este monstro sagrado do Rock and Roll, que ainda está muito presente em nossas vidas, pelo menos para aqueles que estão sempre em contato com o seu legado.

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Philip Parris Lynott era conhecido por seu distintivo estilo peculiar e marcante no baixo, e por suas imaginativas contribuições líricas, incluindo contos da classe trabalhadora e inúmeros personagens tirados de influências pessoais e da cultura celta.

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Nascido na Inglaterra, mais precisamente em West Bromwich, entretanto crescido e criado em Dublin, Irlanda, é um dos artistas mais venerados no país, tendo várias estátuas, monumentos e memoriais em sua homenagem espalhados pelo país.

Fundou o Thin Lizzy no final de 1969, ao lado de Brian Downey (bateria) e Eric Bell (guitarra), e com essa formação lançaram 3 discos, ainda longe do sucesso que alcançariam depois, mas já contando com um grande hit: Whiskey In The Jar, que recebeu inúmeros covers, sendo o do Metallica o mais conhecido.

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Em 1974, após as seguidas frustrações de ver sua banda não decolar como imaginara, Lynott reformula a banda. Eric Bell sai e entra uma dupla de guitarristas Scott Gorham e Brian Robertson, passando de um trio para um quarteto, sendo esta uma das maiores duplas de guitarra da história do Rock, consolidando, junto com o Judas Priest e Wishbone Ash, o conceito de ”guitarras gêmeas”, que viria a influenciar muitas bandas posteriormente, a mais famosa delas o Iron Maiden, e várias outras da NWOTBHM. E ainda no mesmo ano eles lançam o primeiro disco com esta nova formação, intitulado NIGHTLIFE.

É com esta formação que o Thin Lizzy se eleva como um dos pilares do Rock, em uma sequência de discos de tirar o fôlego, capitaneados pelo grande clássico The Boys Are Back In Town, presente no disco JAILBREAK, considerado por muitos como o melhor trabalho do grupo.

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Além disso, Phil participou de trabalhos com seu amigo e contemporâneo Gary Moore, outro grande guitarrista vindo da terra gaélica. Moore toca em um disco do Thin Lizzy após a conturbada saída de Brian Robertson por problemas com drogas, além de participar de projetos paralelos com Lynott.

Falando em drogas, elas sempre estiveram presentes na vida de Phil, combinada com o excessivo consumo de álcool fizeram com que a sáude de Lynott se deteriorasse com o passar do tempo, aliado a isso toda a sua infância difícil, com graves problemas sociais e familiares, e o grande preconceito sofrido por ser negro (este fato fez com que Lynott fosse comparado a Jimi Hendrix como uma figura proeminente de origem afro).

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Uma curiosidade pouco conhecida de Lynott era sua capacidade de escrever poesias, tendo lançado dois livros O primeiro “Songs for While I’m Away”, foi publicado em 1974. Continha 21 poemas que eram todos letras de músicas de Thin Lizzy, exceto um intitulado “A Holy Encounter”. Apenas 1.000 cópias do livro foram impressas. Em 1977, um segundo volume foi lançado, intitulado “Philip”.

Em 4 de janeiro de 1986, infelizmente o coração de Phil Lynott parou de bater, em decorrência de uma pneumonia. Contudo, enquanto um disco do Thin Lizzy estiver rodando em uma vitrola, rádio ou em um fone de ouvido de celular dentro de um õnibus, metrõ etc ou em som de carro, o coração de Lynott estará sempre presente em nós, mesmo que ele tenha cessado seus batimentos, mas são caras como ele que constroem uma idolatria e admiração por tudo que representou e representa a esse gênero que tanto amamos.

A text by @lukaspiloto7twister

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Autor: Luc Rhoads

Um grande apaixonado por música e aventuras. Carioca, estudante de Educação Física, professor de inglês e vascaíno doente.

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