Woodstock: Dia 3 – Uma Força da Natureza

Dia 17 de Agosto de 1969, o último dia do festival (teoricamente) começou ao meio dia com Joe Cocker. O “Mad Dog” cantou músicas do seu repertório e conseguiu fazer um feito que o trouxe uma evidência para sua carreira eterna. Não é qualquer pessoa que pode melhorar uma música dos Beatles, ou melhor, criar algo tão original dentro de uma canção tão marcante. “With a Little Help From my Friends” ganhou forma e vida, junto com o desempenho memorável do cantor, que se imortalizou em Woodstock.

Depois de uma das melhores apresentações do festival, caiu uma chuva fortíssima, para lavar a alma de toda aquela multidão que de tão forte quase pôs fim em tudo. Até que por volta das 17h, o “Country Joe and the Fish” subia ao palco para retomar os trabalhos e com Joe Mcdonald sendo o único artista a tocar pela segunda vez no festival. A chuva trouxe diversos problemas técnicos, em caixas de som e nos instrumentos das bandas e até mesmo dando alguns choques nos músicos. A próxima apresentação seria o show da banda “Ten Years After”, que, mesmo com tantos problemas, não deixou de entregar um show com a explosão e energia que banda tem de melhor, cheio de musicas do seu segundo disco “Stonedhenge”.

Bob Dylan recusou o convite de participar do festival, porém a “The Band”, a banda que o acompanhava em shows aceitou o convite. Uma curiosidade e que ambos estavam morando pela região. A “The Band” fez uma baita apresentação baseada em seu disco “Music From Big Pink” com direito a “bis” a banda se entregou ao festival. O blues man Johnny Winter fez uma apresentação de mais de uma hora, rompendo o terceiro dia do festival e inaugurando o não planejado quarto dia. Além de um desempenho arrepiante com sua banda, Johnny Winter contou com algumas “canjas” do seu irmão Edgar Winter. Logo tivemos o show da banda “Blood, sweat & Tears” que tinha lançado um disco com um som mais pop e com alguns covers. Uma observação sobre a banda é que ela ficou marcada por fazer uma turnê na Europa com ajuda do governo americano, atitude que naquela época de contra cultura era mal-vista.

Com isso, eles serviram de esquenta para uma apresentação de um quarteto tão histórico quanto o quarteto de Liverpool. O quarto elemento desse quarteto era o recém-chegado Neil Young que se apresentava pela segunda vez junto do trio Crosby, Stills & Nash. Eles fizeram uma apresentação acústica e outra elétrica da qual Neil Young participou mais do final da acústica e de toda a elétrica.

Tivemos ainda “Paul Butterfield Blues Band” e “Sha-Na-Na” uma prévia do café da manha do que estava acontecendo como o quarto dia não esperado do festival, eles realizaram seus shows sem que o público soubesse que o festival ainda tinha algo histórico e único. Uma “força da natureza” estava para se apresentar, Porém esse papo já é para um próximo post.

Texto: Fernando Lusquinhos

Autor: lusquinhos87

Eu queria ter uma bomba, um flit paralisante qualquer. Pra poder me livrar do prático efeito. Das tuas frases feitas, das tuas noites perfeitas

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